Porto Alegre, Domingo, 27 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro nega plano de retirar título de Nossa Senhora Aparecida

Candidato do PL à Presidência afirma que não articulou mudança e atribui a circulação da acusação à GloboNews.

A nova declaração de Flávio Bolsonaro sobre Nossa Senhora Aparecida
Foto: Leandro Chemalle/Revista Fórum

Flávio Bolsonaro negou que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O candidato do PL à Presidência da República afirmou que nunca articulou essa mudança e disse respeitar todas as religiões.

A declaração foi dada durante uma atividade de campanha no Rio de Janeiro, em meio às acusações de que ele teria articulado a retirada do título com grupos fundamentalistas. Flávio também responsabilizou a GloboNews pela circulação da acusação.

“Jamais teve qualquer iniciativa da minha parte. Eu sempre respeitei todas as religiões”, afirmou. O candidato disse ainda que é cristão e evangélico, mas que não cabe ao Estado interferir na condução da Igreja Católica.

Ataques a arcebispo

A discussão ocorre após críticas de apoiadores de Flávio Bolsonaro ao arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes. Em celebração no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no dia 7 de Setembro, o religioso pediu que os católicos votassem em quem defendesse a soberania. A fala foi interpretada por bolsonaristas como uma sinalização de apoio a Lula.

Em homilia no Dia Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, Dom Orlando também afirmou que, para ser pátria amada, o país não poderia ser uma pátria armada e defendeu uma sociedade sem ódio e sem fake news.

Dois dias depois, em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, o então deputado estadual do PSL Frederico D’Ávila chamou o arcebispo de “vagabundo” e “safado”. Ele também atacou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, e defendeu movimentos católicos ultraconservadores, como a Opus Dei.

O discurso ocorreu após Jair Bolsonaro ser vaiado e chamado de “genocida” ao chegar para uma cerimônia. Na ocasião, o ex-presidente usava máscara de proteção facial, participou da comunhão e tirou uma foto com Dom Orlando antes de deixar o local.

A CNBB classificou as declarações de D’Ávila como um “lamentável espetáculo” e afirmou que nunca compactuou com atitudes violentas. Após o repúdio da Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado divulgou uma carta aberta com um pedido de desculpas e reconheceu que seu pronunciamento foi inapropriado e exagerado.

Os arquivos da Assembleia Legislativa de São Paulo consultados em (25) mostram que o vídeo do discurso foi censurado. As notas taquigráficas também apresentam sinais de censura nos trechos dos ataques ao arcebispo. A CNBB informou ter 69 anos de história quando divulgou a carta sobre o episódio.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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