Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Planilhas apreendidas pela PF apontam pagamentos a aliados de Bolsonaro

Registros ligados a Adilsinho citam políticos e partidos, enquanto defesas negam recebimentos e relações com o bicheiro.

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal com Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, indicam pagamentos de mais de R$ 10 milhões a aliados da família Bolsonaro. Os registros foram encontrados em novembro de 2022, durante uma operação que investigava a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro.

Os documentos voltaram a ser analisados em 2026, na Operação Unha e Carne, que apura a atuação do crime organizado na política fluminense. As planilhas mencionam 61 pessoas, em sua maioria políticos e partidos. Alguns destinatários aparecem apenas por codinomes.

Entre os nomes citados estão Cláudio Castro, com R$ 3,63 milhões; Rodrigo Bacellar, com R$ 5,43 milhões; Hélio Lopes, com R$ 323,2 mil; Alexandre Ramagem, com R$ 91,8 mil; e Gutemberg Fonseca, com R$ 727,9 mil. Bacellar é associado ao codinome “Barba”.

A Polícia Federal investiga se os registros fazem parte de uma estrutura de cooptação de autoridades pelo crime organizado. Os valores relacionados a agentes políticos ultrapassam R$ 29 milhões, mas os documentos não esclarecem quando os supostos pagamentos teriam ocorrido.

Defesas negam recebimentos

A defesa de Cláudio Castro negou pagamentos de Adilsinho e afirmou que os serviços gráficos contratados na campanha de 2022 foram declarados à Justiça Eleitoral, com contas aprovadas. Os advogados de Rodrigo Bacellar também negaram recebimentos e contestaram a associação dele ao codinome “Barba”.

Gutemberg Fonseca disse que nunca encontrou Adilsinho e negou ter recebido dinheiro para sua campanha. Hélio Lopes afirmou não reconhecer os valores anotados e informou, por meio de sua assessoria, que as receitas e despesas da campanha de 2022 foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

A defesa de Alexandre Ramagem foi procurada, mas não respondeu.

As planilhas também são analisadas em conjunto com dados bancários, fiscais e eleitorais. A presença de políticos no Camarote Arpoador, espaço pertencente a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho, não é apontada, por si só, como prova de envolvimento no esquema investigado.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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