Um trilho de energia modular permite ampliar e reorganizar pontos de eletricidade sem abrir grandes trechos da parede. O sistema é instalado sobre a superfície e recebe módulos que podem ser deslocados conforme a disposição dos móveis e dos aparelhos muda.
Chamado também de power track, o equipamento funciona como um perfil eletrificado. Depois de conectado à rede elétrica, ele pode receber tomadas de 10 A ou 20 A. Conforme o modelo, também há opções com portas USB, USB-C e carregadores por indução.
Instalação sobre a superfície
A alimentação do trilho pode vir de um ponto elétrico já existente ou de uma infraestrutura de sobrepor dimensionada corretamente. Os condutores permanecem protegidos no próprio sistema ou em canaletas apropriadas, o que reduz a exposição dos fios.
Esse formato pode evitar a abertura da alvenaria em reformas que exigiriam novos conduítes, desde que as condições da instalação existente permitam a adaptação. Também há versões de embutir, mas elas exigem intervenção na superfície. Por isso, a instalação com pouca obra se aplica principalmente aos modelos de sobrepor.
Há sistemas nacionais compatíveis com o padrão brasileiro de tomadas. Eles podem ser instalados em paredes, bancadas, painéis e móveis. Quando o ambiente é reorganizado, o módulo pode ser retirado e reposicionado em outro trecho compatível do trilho.
Limites e cuidados
A mobilidade não significa que o sistema possa alimentar qualquer quantidade de equipamentos. Cada trilho tem limites de corrente e potência definidos pelo fabricante, e o circuito responsável pelo fornecimento precisa suportar a carga dos aparelhos conectados.
As tomadas usadas no Brasil devem seguir a ABNT NBR 14136 e ser adequadas às correntes de 10 A e 20 A. Quando necessário, a edificação também precisa contar com aterramento compatível. O Inmetro recomenda que esse tipo de instalação seja feito por profissional eletricista.
O trilho modular não substitui todas as tomadas tradicionais. A proposta é acrescentar pontos, facilitar mudanças no layout e melhorar a organização da fiação sem transformar cada alteração do ambiente em uma nova intervenção na parede.



