SÃO PAULO — A Atlas Technologies, responsável pelas plataformas de conteúdo adulto Fatal Fans e Fatal Models, avalia aumentar sua participação no futebol brasileiro após a proibição das apostas esportivas no país. A empresa já patrocina o Corinthians e estuda fechar acordos com outros clubes da Série A.
O contrato com o Corinthians prevê R$ 22 milhões para a marca ocupar o calção. A renovação para 2027 já está encaminhada, no valor de R$ 31 milhões. Na Série B, a Atlas Technologies patrocina Operário e Vila Nova.
Com patrimônio de mais de R$ 200 milhões, a empresa também tentou comprar os naming rights dos estádios de Vitória e Athletico Paranaense. Inicialmente, houve rejeição do mercado do futebol, mas a saída das bets abriu a possibilidade de novos acordos com equipes de maior torcida.
Proibição e impacto nos clubes
O governo federal proibiu as apostas esportivas e publicou uma Medida Provisória em 25/9. A partir de 6/10, os sites e aplicativos de apostas saem do ar. Os apostadores puderam retirar voluntariamente os valores até 5/10, às 23h59.
Entre 7 e 8/10, as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF. Os bancos têm de 9 a 14/10 para devolver os valores. Se houver algum obstáculo, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos a partir de 14/10 e providencia os pagamentos.
Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Flamengo, Botafogo, Vasco, Fluminense e Cruzeiro haviam pedido ao governo federal pelo menos três meses para reorganizar o planejamento financeiro de 2026. As equipes estimavam arrecadar mais de R$ 1,1 bilhão com sites de apostas até o final de dezembro.
O Flamengo liderava a previsão, com R$ 265 milhões, seguido por Corinthians, com R$ 150 milhões; São Paulo, R$ 113 milhões; Palmeiras, R$ 100 milhões; Santos, R$ 70 milhões; Botafogo, R$ 55 milhões; Fluminense, R$ 52 milhões; Vasco, R$ 50 milhões; Cruzeiro e Atlético, R$ 40 milhões cada; e Bragantino, R$ 31 milhões.
Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa, cada uma no valor de R$ 30 milhões. As empresas pagaram R$ 2,55 bilhões no processo de concessão. A extinção das autorizações não prevê indenização por lucros cessantes, investimentos ou expectativa de continuidade da atividade.


