Cristiano Ronaldo foi suspenso preventivamente pela Federação Portuguesa de Futebol após deixar a concentração da seleção durante a última Data Fifa. O conselho disciplinar da entidade ainda vai analisar o caso e definir o período de afastamento, que pode variar de um a seis meses.
O episódio está ligado a um desentendimento entre o atacante e o técnico Jorge Jesus. A situação começou em 27 de setembro, quando Portugal venceu a Noruega por 2 a 1, pela Liga das Nações. Ronaldo ficou no banco durante toda a partida, apesar de ter aquecido e, conforme relatou, recebido a promessa de que entraria em campo por 30 minutos.
Divergência sobre a substituição
Depois do jogo, o jogador afirmou que o treinador havia combinado sua entrada no segundo tempo, mas mudou de decisão durante a partida. Ronaldo disse que começou a se preparar ainda no intervalo e não foi chamado para jogar.
“Ele [Jesus] me disse para estar preparado porque eu jogaria 30 minutos. Todos sabem o que aconteceu depois”, declarou o português.
Jorge Jesus afirmou publicamente que as decisões sobre escalação e substituições cabem ao treinador. Ronaldo, por outro lado, alegou que os dois haviam feito um acordo prévio para esclarecer o episódio diante da imprensa e que esse compromisso também não foi cumprido.
Os dois já haviam trabalhado juntos no Al-Nassr, da Arábia Saudita. O conselho disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol vai considerar as circunstâncias do caso antes de estabelecer a punição. O pedido público de desculpas de Ronaldo aos torcedores pode ser levado em conta como fator de atenuação.
Uma suspensão superior a um mês pode tirar o atacante dos compromissos de Portugal contra Dinamarca e País de Gales, em novembro, pela Liga das Nações. O jogador, porém, não indicou que pretende encerrar sua trajetória internacional e afirmou que deseja continuar defendendo o país depois de cumprir eventual punição.



