RIO DE JANEIRO — Gabi Guimarães não confirmou se será titular na estreia do Brasil no Sul-Americano feminino de vôlei. Recuperada e sem dores, a ponteira está disponível para enfrentar a Venezuela, mas sua participação será definida jogo a jogo pela comissão técnica.
A partida será nesta terça-feira (8), às 20h, no Maracanãzinho. O torneio vale uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 e é tratado pela seleção brasileira como o principal compromisso de 2026.
A capitã participou de todos os treinamentos da última semana e voltou a trabalhar com o grupo após ficar fora da VNL nesta temporada. A recuperação foi acompanhada pela comissão médica da seleção, por sua equipe particular e pelo Conegliano, clube que defende na Itália.
“Não posso dizer exatamente se vou conseguir jogar todos os jogos ou não, porque isso vai depender de como vou me sentir a cada jogo”, afirmou Gabi após o treino de segunda-feira (7). Ela disse estar à disposição para a primeira partida, mas seguirá o protocolo de recuperação.
Novas jogadoras no grupo
Durante o período em que esteve afastada, Gabi acompanhou o crescimento de atletas que ganharam espaço na equipe. A capitã citou Vivian, que passou a integrar o grupo principal após a ausência de Macris, e também Sabrina.
Gabi comparou a adaptação de Vivian à própria experiência no início da trajetória com a seleção principal, quando conviveu com bicampeãs olímpicas. Para a ponteira, a levantadora se integrou rapidamente e mostrou evolução e maturidade nos treinamentos.
A capitã também afirmou que todas as jogadoras que receberam oportunidades ao longo da temporada podem ajudar na busca pela classificação olímpica.
Alerta sobre o favoritismo
Gabi pediu atenção nos confrontos em que o Brasil aparece como favorito. Ela lembrou que Canadá e Tailândia se classificaram, enquanto Japão e China perderam a oportunidade de garantir a vaga olímpica.
A jogadora afirmou que a equipe discute a importância do Sul-Americano desde antes do fim da VNL. Para ela, a presença da torcida brasileira representa apoio, mas também amplia a expectativa sobre uma seleção considerada favorita.
“Na teoria, no papel, não garante vaga nenhuma”, disse Gabi. A ponteira defendeu que o Brasil mantenha a evolução e trate cada partida como uma final, sem considerar a classificação assegurada antes dos jogos.



