SÃO PAULO — A decisão de retirar Tifanny da foto oficial de abertura da Superliga 2026/27 também impediu a participação dos atletas e técnicos do Osasco São Cristóvão Saúde no registro, segundo Luizomar de Moura. O treinador criticou a condução da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) durante o lançamento da competição, realizado na COB Expo, em São Paulo.
Tifanny participou da cerimônia por estar sob contrato com o Osasco e ser uma das atletas mais antigas do elenco. Luizomar explicou que a jogadora foi levada ao evento como representante do clube, em um momento próximo à semifinal do Paulista. Ele citou ainda a presença de Amanda, do Pinheiros, que está lesionada, como situação semelhante de uma atleta vinculada à equipe.
“Eu esperava que não fosse causar nenhum tipo de problema, mas aí não sou eu que tenho que responder”, afirmou o técnico do Osasco.
A ausência na fotografia também levou Luizomar a mencionar os patrocinadores das equipes. Ele pediu desculpas às marcas das 12 equipes da competição — seis no masculino e seis no feminino — por não terem aparecido no registro oficial. Para o treinador, a imagem perdeu parte do significado por causa da decisão envolvendo Tifanny.
Luizomar disse que o Osasco recebeu a informação pela internet e que todos foram surpreendidos. Embora tenha afirmado manter uma relação positiva com a CBV, ele avaliou que a entidade não conduziu o episódio com o cuidado necessário. O treinador lembrou que trabalhou por 15 anos na seleção brasileira de base e disse ter carinho pela confederação.
“Eu acho que faltou um pouco de zelo”, declarou.
A situação jurídica será tratada pelo departamento jurídico do Osasco, enquanto a comissão técnica se concentra na preparação da equipe. Luizomar afirmou que recebeu a notícia quando estava com a seleção cubana, na véspera da estreia do Paulista, e que o episódio não reduzirá o trabalho do time na temporada.
Tifanny está impedida de disputar competições nacionais por determinação da CBV. A entidade aderiu à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Volleyball (FIVB), que limita a elegibilidade das competições femininas a atletas do sexo biológico feminino e prevê testagem e triagem do gene SRY.



