Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Esportes

Magrão destaca raízes em Heliópolis e os vínculos com Palmeiras, Corinthians e Inter

Ex-volante relembra a infância difícil, a passagem por grandes clubes e a reconstrução pessoal após o fim da carreira.

Magrão destaca raízes em Heliópolis e os vínculos com Palmeiras, Corinthians e Inter

A ligação de Magrão com Palmeiras, Corinthians e Internacional não cabe em uma única camisa. O ex-volante afirma que nasceu corintiano, reconhece o papel do Palmeiras em sua formação no futebol e diz ter se apaixonado pelo clube gaúcho depois de defender o Internacional.

A trajetória começou em Heliópolis, onde Márcio cresceu na década de 80. O ex-jogador relata que conviveu com tiroteios, tráfico de drogas, sequestros, assassinatos e chacinas. Também conta que a família enfrentava dificuldades para comprar comida. Em uma das lembranças, diz ter visto um amigo do pai ser morto com um tiro na nuca.

Do São Caetano ao Palmeiras

Magrão surgiu como volante de muita intensidade e ganhou destaque no São Caetano. A técnica, segundo ele, foi desenvolvida também no futsal. O desempenho chamou a atenção do Palmeiras, clube pelo qual atuou na Segunda Divisão e ajudou a retornar à Série A.

“Nasci corintiano. Nunca escondi isso. Mas dei a alma pelo Palmeiras”, afirmou Magrão. Ele também disse que não foi chamado de volta pelo clube depois de ser negociado com o Yokohama Marinos.

Após o veto palmeirense, aceitou defender o Corinthians. Na apresentação, tirou a camisa para mostrar que não tinha tatuagens da Mancha Verde, como havia sido divulgado. Magrão afirma que se emocionou ao ouvir a torcida Gaviões cantar seu nome e ajudou o time a não ser rebaixado.

A identificação com o Internacional

No Internacional, o ex-jogador descreve ter encontrado uma nova paixão. Ele diz que se tornou colorado de corpo e alma, embora reconheça que deve ao Palmeiras sua formação no futebol brasileiro e mantenha o Corinthians como clube do coração.

Depois de encerrar a carreira, Magrão relata ter enfrentado depressão e atribui à esposa um papel importante em sua recuperação. Mais tarde, tornou-se empresário e trabalhou como dirigente do Internacional.

Hoje, afirma ter encontrado uma nova atividade no comentário esportivo. Ele atribui a oportunidade a Neto, a quem chama de ídolo, e diz gostar de estudar e explicar o futebol.

Magrão também recorda que sonhava em comer Danoninho quando ainda faltava comida em casa. Atualmente, afirma que não falta alimento para sua família, mas mantém a preocupação de transmitir aos filhos a lembrança de suas origens em Heliópolis.

“Se eu pude sair daquela vida terrível, qualquer pessoa pode. É só não desistir”, disse o ex-jogador.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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