ROSÁRIO — Marcus D’Almeida afirmou que a participação nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 também serve para fortalecer o trabalho coletivo do Brasil nas próximas etapas do circuito internacional. O arqueiro defendeu a realização de mais disputas por equipes e disse que o grupo está na competição para trabalhar mais.
“Significa muitas coisas estar aqui; viemos para fazer o nosso melhor e acho que como equipe estamos aqui para trabalhar mais. Precisamos de mais disputas por equipes e estamos aqui justamente por isso”, declarou D’Almeida.
Controle e evolução
O brasileiro iniciou sua participação na competição disputada na subsede de Rosário, na Argentina. Depois das rodadas classificatórias do arco recurvo, ele analisou os fatores que interferem na precisão dos disparos e destacou a necessidade de controlar as emoções, tomar decisões e avaliar as condições durante a prova.
Para D’Almeida, a preparação psicológica tem papel central no rendimento. “O tiro com arco é 90% cabeça, porque você tem que tomar todas as decisões, olhar o vento, avaliar tudo e ter a confiança necessária para fazer um bom disparo. Tudo vem da mente”, afirmou.
O atleta também relacionou o desenvolvimento na modalidade ao autoconhecimento e ao enfrentamento dos próprios limites. Em vez de concentrar o processo na comparação com os adversários, ele disse que encara a prática como uma disputa pessoal por evolução.
“Gosto muito de treinar tiro com arco e me sinto confortável nisso, por isso sigo trabalhando. Gosto que não é uma competição contra ninguém, mas contra mim mesmo e sobre como me tornar melhor”, afirmou.
As provas seguem ao longo da semana em Rosário, com pódios previstos nas chaves individuais, de duplas e por equipes.



