SÃO PAULO — A 12ª derrota do São Paulo no Brasileiro aumentou a pressão sobre Dorival Júnior. O time perdeu o clássico para o Santos por 2 a 1, de virada, no Morumbi, e permaneceu na 11ª colocação.
O treinador foi novamente hostilizado por torcedores depois da partida. Dorival também reconheceu que haverá eleição no final do ano e que não é o nome preferido da situação nem da oposição. A tendência indicada no clube é de saída ao fim da temporada.
“Estamos aqui tentando explicar o inexplicável”, afirmou Dorival. O técnico destacou que o São Paulo finalizou 19 vezes e que Diógenes, goleiro santista, fez oito defesas, sendo três difíceis. Para ele, a equipe criou oportunidades, mas não foi eficiente nas conclusões.
Virada do Santos
Luciano abriu o placar aos 33 minutos do primeiro tempo, após Lucas Veríssimo puxar Rayan Francisco pela camisa. Dois minutos depois, Tolói perdeu o tempo da bola, e Gabigol empatou.
A virada saiu aos oito minutos da segunda etapa. Philippe Coutinho encontrou Everton Cebolinha livre, e o atacante serviu Gabigol, que marcou novamente. O São Paulo tentou buscar o empate, mas Diógenes evitou o gol em outras boas defesas.
O Santos contou com reforços como Philippe Coutinho, Cebolinha, Arthur e Rodinei e venceu sem Neymar, poupado para enfrentar o Flamengo. O resultado representou a quinta vitória seguida da equipe fora de casa.
Santos mira a Libertadores
Cuca afirmou que o Santos deixou de pensar apenas na luta contra o rebaixamento e passou a buscar uma vaga na Libertadores. A equipe chegou ao sétimo lugar do Brasileiro e, segundo o treinador, divide a liderança do segundo turno com o Flamengo.
“Estamos na coliderança com o Flamengo”, disse Cuca. O técnico também afirmou que a recuperação dos jogadores foi tão importante quanto a qualidade técnica dos reforços.
O São Paulo já foi eliminado da Copa do Brasil e da Sul-Americana e caiu no Paulista. O Santos, por sua vez, acumula bons resultados e terminou o clássico mais próximo da parte de cima da tabela.



