Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Esportes

Yaras encerram ciclo com Crystal Kaua após marcas históricas no rugby

Treinadora deixa a seleção feminina após dois anos, período que teve vitória inédita sobre a Austrália e título em São Paulo.

Yaras encerram ciclo com Crystal Kaua após marcas históricas no rugby

A Confederação Brasileira de Rugby anunciou nesta quarta-feira (7) o encerramento do trabalho de Crystal Kaua à frente das Yaras. A treinadora comandou a seleção brasileira feminina de rugby sevens por dois anos, em um ciclo que incluiu a primeira vitória do Brasil sobre a Austrália e o título da etapa de São Paulo do SVNS 2.

Crystal foi a primeira mulher a dirigir a seleção e assumiu a equipe depois dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Sob seu comando, o Brasil alcançou marcas inéditas e igualou os melhores resultados históricos das Yaras em competições internacionais.

Na temporada 2024-25 do SVNS, a seleção terminou a fase regular em nono lugar entre as 12 equipes da elite. Foi a melhor campanha brasileira em uma temporada regular do circuito mundial. O desempenho teve evolução ao longo das etapas: nono lugar em Dubai, décimo na Cidade do Cabo, sétimo em Perth e quinta colocação em Vancouver, até então a melhor posição do Brasil em uma etapa da competição.

Virada histórica em Vancouver

Em fevereiro de 2025, as Yaras derrotaram a Austrália por 14 a 12, em Vancouver. As australianas abriram 12 a 0, mas Yasmim Soares marcou dois tries no segundo tempo, e Thalia Costa fez um tackle nos segundos finais para evitar a reação adversária.

Na mesma etapa, o Brasil venceu a Espanha por 19 a 17 na fase de grupos e superou a Grã-Bretanha por 19 a 10, resultado que garantiu o quinto lugar. A Austrália havia conquistado a temporada anterior do SVNS.

Título e vaga no World Championship

Em março de 2026, as Yaras venceram a etapa de São Paulo do SVNS 2, disputada no Estádio Nicolau Alayon. A campanha começou com triunfo sobre a China por 19 a 17 e vitória diante da Argentina por 17 a 0. Depois da derrota para a África do Sul por 26 a 12, o Brasil bateu a Espanha por 38 a 7.

Na decisão contra o Quênia, as equipes foram ao intervalo empatadas por 12 a 12. As brasileiras venceram por 24 a 12, com dois tries de Camilla Carvalho e dois de Thalia Costa, que também foi eleita a melhor jogadora do torneio.

O título levou o Brasil ao quarto lugar geral do SVNS 2, com 42 pontos, dois a mais que o Quênia, e garantiu a última vaga no World Championship. Em 2026, Crystal ainda comandou a equipe nas etapas de Hong Kong, Valladolid e Bordeaux. As Yaras terminaram a competição na nona posição geral, repetindo a colocação obtida em 2025.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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