Arrascaeta pode desfalcar o Flamengo na semifinal da Libertadores depois de sofrer uma fratura no punho esquerdo durante um amistoso do Uruguai contra a Coreia do Sul. O jogador deverá passar por cirurgia, e o clube ainda não definiu oficialmente o período de afastamento.
A lesão ocorreu nessa segunda-feira (28), durante uma queda sem disputa pela bola. O camisa 10 escorregou e apoiou a mão esquerda no gramado para amortecer o impacto. Antes do lance, ele havia marcado um gol e dado uma assistência. O técnico Diego Forlán substituiu o meia aos 32 minutos do segundo tempo.
Exames realizados depois da partida confirmaram a fratura no punho esquerdo e indicaram a necessidade de intervenção cirúrgica. Mesmo sendo um jogador de linha, que não usa as mãos para tocar na bola, Arrascaeta fica exposto a quedas, choques com adversários e impactos contra o gramado. Por isso, a recuperação impede a participação em atividades esportivas com contato ou impacto físico.
Prazo de recuperação
O fisioterapeuta Nelson Marques afirmou que a lesão é uma fratura de Colles e estimou recuperação entre 60 e 90 dias. O prazo, segundo ele, pode variar conforme a idade, a gravidade do quadro, a técnica cirúrgica e as condições individuais do atleta.
A projeção inicial do departamento médico do Flamengo é de cerca de seis semanas longe dos gramados. O clube, porém, ainda não estabeleceu uma data oficial para o retorno. Nelson Marques também explicou que a consolidação do osso e a recuperação da mobilidade do punho influenciam a duração do tratamento.
Situação na Libertadores
A previsão é que Arrascaeta não participe dos dois jogos contra o Estudiantes, pela semifinal da Libertadores. A primeira partida está marcada para 15 de outubro, em La Plata, e a volta será disputada no dia 22, no Maracanã.
O Flamengo trabalha com a possibilidade de contar com o meia apenas em uma eventual final continental. O clube solicitou o retorno imediato do jogador ao Brasil, com autorização do médico Fernando Sassaki. Uma nova avaliação será feita pelo departamento médico antes da cirurgia.
As regras do futebol não impedem automaticamente a atuação de um atleta com lesão no punho. A Regra 4 da IFAB permite proteções seguras, macias, leves e acolchoadas. Ainda assim, a arbitragem pode vetar uma tala rígida ou metálica caso ela ofereça risco aos demais jogadores.



