Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

Ministério inicia modelo de assistência oncológica no Paraná pelo Erasto Gaertner

Projeto-piloto do SUS começou em Curitiba; agenda incluiu visitas ao Hemepar, a hospitais e a uma fabricante de carretas de saúde.

Ministério inicia modelo de assistência oncológica no Paraná pelo Erasto Gaertner

O Ministério da Saúde iniciou, no Hospital Erasto Gaertner, a implementação da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco) no Paraná. A abertura da oficina que marca o começo do projeto-piloto foi feita nesta quinta-feira (1º) pelo secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda.

A AF-Onco organiza, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso aos medicamentos usados no tratamento do câncer. O modelo também começou a ser implantado em Paraíba, Pernambuco, Pará, Minas Gerais e São Paulo, além do Distrito Federal. Ao todo, são 11 serviços participantes.

O Ministério da Saúde formou seis equipes para acompanhar a execução. Os grupos monitoram as necessidades das unidades e avaliam mudanças nos fluxos e nos sistemas que serão usados nas próximas fases. Durante a oficina, foram apresentados a base normativa da iniciativa, as alterações previstas, a negociação nacional e o funcionamento das Centrais de Diluição. O hospital mostrou o percurso dos pacientes, e técnicos do ministério demonstraram as ferramentas digitais. Também foram realizadas atividades de cadastro, treinamento e testes.

“A experiência prática do Hospital Erasto Gaertner será fundamental para orientar os ajustes necessários e consolidar o modelo em âmbito nacional”, afirmou Massuda.

Hemoterapia e atendimento hospitalar

Ainda em Curitiba, o secretário visitou o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), responsável por coordenar 27 serviços de hemoterapia no estado. A visita ocorre quando a Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados chega a 25 anos. Criada em 2001, a política estruturou no SUS o acesso público, universal e não remunerado ao sangue.

O Hemepar recebeu R$ 2,76 milhões, pelo Novo PAC Saúde, para equipamentos destinados à produção e ao armazenamento de plasma de uso industrial. Considerando a Hemorrede paranaense, que inclui Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, os recursos somam R$ 4,48 milhões, com 32 equipamentos entregues.

A unidade acompanha 2.398 pacientes com coagulopatias hereditárias, entre elas hemofilia A, hemofilia B e doença de von Willebrand. Os medicamentos são fornecidos pelo Ministério da Saúde. O Hemepar também coleta sangue para o cadastro de doadores do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Em Campo Largo, Massuda passou pelo Hospital do Rocio. A instituição destina 94,2% dos leitos ao SUS, atende casos de gestação e puerpério de alto risco na Rede Alyne e é habilitada para o atendimento de AVC. O hospital recebe R$ 50,67 milhões em custeio pela Rede de Atenção às Urgências. De 2022 a 2026, contabilizou 205,5 mil internações e 4,53 milhões de procedimentos ambulatoriais.

A instituição participa do Agora Tem Especialistas e adere ao Componente Crédito Financeiro. No Paraná, há 28 propostas aprovadas e 10 contratadas, com R$ 37,8 milhões e previsão de 16.405 procedimentos adicionais para o SUS, entre consultas, exames e cirurgias.

Obras e carretas de saúde

Em São José dos Pinhais, o secretário vistoriou a construção do novo Hospital e Maternidade, financiado pelo Novo PAC – Hospitais Regionais. O investimento é de R$ 154,9 milhões: R$ 46,8 milhões do Governo Federal, R$ 60 milhões do Governo do Paraná e R$ 48,1 milhões do município.

A obra ultrapassou metade da execução. A unidade terá 328 leitos SUS, com UTI adulto, UTI neonatal e cuidados intermediários. A estimativa é de 20 mil atendimentos mensais no pronto-socorro, cerca de 300 partos por mês e mais de 2 mil atendimentos mensais no pronto atendimento obstétrico.

Em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, Massuda visitou a Eurotruck, fabricante de carretas do programa Agora Tem Especialistas. A empresa já produziu unidades de Exames de Imagem e de Saúde da Mulher e concluiu a primeira carreta de Cardiologia, prevista para oferecer consultas, exames e diagnósticos a pacientes do SUS ainda neste ano.

Atualmente, 120 carretas estão em operação no país: 63 de Saúde da Mulher, 42 de Exames de Imagem e 15 de Oftalmologia. A nova unidade amplia as modalidades do programa. “Com a carreta de cardiologia, vamos levar estrutura e profissionais para descobrir doenças do coração mais cedo e começar o tratamento mais rápido, perto de onde as pessoas vivem”, disse Massuda.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.