SÃO PAULO — Carlo Ancelotti decidiu que Vinícius Júnior cobraria o pênalti do Brasil contra a Austrália, mesmo com Bruno Guimarães preparado para a cobrança. O atacante marcou, em uma mudança em relação ao episódio diante da Noruega, quando Bruno havia batido com o jogo em 0 a 0.
Ancelotti justificou a escolha dizendo que Raphinha havia cobrado o primeiro pênalti, que Bruno já tinha marcado um gol e que Vinícius merecia balançar as redes. O treinador não comentou diretamente a decisão de Bruno Guimarães de retirar a bola das mãos de Vinícius na cobrança contra a Noruega.
Formação ainda sem definição
Na partida contra a Austrália, Gabriel Bontempo entrou no lugar de Endrick. Com a alteração, o Brasil passou a atuar com três jogadores no meio-campo, depois de ter usado quatro atacantes e apenas dois homens na faixa central no empate em 1 a 1 da sexta-feira passada.
Questionado sobre o desempenho da nova formação, Ancelotti evitou apontar um sistema preferencial. “Acho que não é o momento para dizer qual é o melhor sistema”, afirmou. O técnico disse que a equipe pode continuar trabalhando tanto com quatro jogadores na frente quanto com três meio-campistas.
Ele também citou a pouca produção de jovens meio-campistas e mencionou Breno e Gabriel Bontempo entre os jogadores que serão observados.
Defesa preocupa
A atuação defensiva foi um dos pontos de atenção. Otávio teve dificuldades, enquanto Jair ajudou a corrigir problemas nas saídas de gol. Ancelotti preferiu destacar a atuação da Austrália, que, segundo ele, pressionou mais à frente, mostrou intensidade e organização e foi forte nos duelos.
A tentativa de usar Raphinha como falso nove não funcionou. Endrick teve desempenho melhor, aproveitando a fragilidade da defesa australiana.
A vitória veio diante da Austrália, 28ª colocada no ranking da Fifa. O próximo compromisso será no sábado, contra a Índia, 138ª no ranking Fifa.



