Porto Alegre, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Brasil

Aos 62 anos, argentina troca Buenos Aires por cabana em ecoaldeia

Viviana passou a viver sozinha em uma comunidade nas montanhas de Córdoba, com práticas de sustentabilidade e cerca de 200 moradores.

Aos 62 anos, Viviana, conhecida como Vivi, deixou Buenos Aires e passou a morar sozinha em uma cabana de madeira na ecoaldeia Umepay, nas montanhas de Córdoba, na Argentina. A mudança ocorreu após décadas de trabalho como técnica em hemoterapia no Hospital Pirovano, além de aulas na área e atuação na Cruz Vermelha.

A decisão foi planejada ao longo de cerca de dois anos. Antes de se estabelecer, Vivi conheceu a rotina da comunidade enquanto alternava períodos entre o local e Buenos Aires. No início, ficou em um trailer acompanhada pela filha.

Vida na ecoaldeia

Umepay fica na região de Villa Yacanto de Calamuchita, nas serras de Córdoba. Criada em 2011 por um grupo de amigos, a comunidade reúne aproximadamente 200 moradores em uma área de quase 400 hectares.

O espaço tem bosques, rios e montanhas e segue uma proposta de convivência integrada ao meio ambiente. Entre as práticas adotadas estão o uso de biodigestores para tratar águas residuais, a geração de energia por painéis solares, a compostagem, a reciclagem e o reaproveitamento de materiais.

Vivi comprou um terreno com dinheiro guardado e, com ajuda de um empréstimo, adquiriu uma casa pré-fabricada de madeira. Ela fez adaptações internas, com divisórias e paredes de gesso, e organizou o imóvel com móveis, plantas e objetos pessoais. A casa também foi preparada para receber os três filhos.

A distância dos serviços urbanos e a adaptação à rotina mais isolada exigiram aprendizado. Os filhos inicialmente demonstraram preocupação com a segurança e a mudança, mas acompanharam a nova vida da mãe e reduziram as dúvidas com o tempo.

Vivi diz que se sente amparada pelos vizinhos. Na comunidade, os moradores se reúnem para tomar chimarrão, conversar e observar o fim do dia. Ela também trabalha com cosmetologia e terapia regenerativa. “Me pegou a vida no campo, acordar e ver as serras, o monte”, relatou.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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