Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Brasil

Casal relata vantagens e dificuldades após cinco meses vivendo no Paraguai

Agustina e Rubén destacam impostos, idioma e trabalho remoto, mas citam limitações na saúde pública, no trânsito e na organização urbana.

Agustina e Rubén fizeram um balanço da mudança da Espanha para o Paraguai após cinco meses vivendo no país. O casal aponta vantagens financeiras, facilidade com o idioma e proximidade com a Argentina, mas também relata dificuldades na saúde pública, no trânsito e na organização urbana.

Os dois compartilham a experiência no canal Destino Paraguay, no YouTube. Antes de escolher o Paraguai, avaliaram destinos como Andorra e Chipre, até concluírem que queriam deixar a Europa e começar uma nova vida em Assunção.

A questão tributária esteve entre os principais fatores da decisão. Agustina e Rubén destacam as alíquotas de 10% existentes no Paraguai e fazem comparações com a realidade espanhola. A estrutura, porém, varia conforme o imposto e a situação.

A Direção Nacional de Ingressos Tributários informa que o IVA tem alíquotas de 5% e 10%. No Imposto de Renda Pessoal sobre serviços, as faixas são progressivas, de 8%, 9% e 10%. Rendimentos e ganhos de capital têm alíquota de 8%.

O casal trabalha remotamente em projetos para clientes da Europa e dos Estados Unidos e ressalta que essa experiência pode ser diferente para quem depende de salários locais. O espanhol também facilitou a adaptação, já que é amplamente utilizado no Paraguai.

Diferenças na rotina

Rubén afirma ter percebido diferenças importantes em relação à Espanha. Para ele, a estrutura pública de saúde paraguaia é mais limitada do que aquela à qual estava acostumado. O trânsito e a organização urbana também foram apontados como aspectos negativos.

Agustina teve uma adaptação mais simples. Nascida na Argentina, ela reconheceu no Paraguai características semelhantes às de outros países da região.

Os dois não apresentam o país como uma solução para todos. Na avaliação do casal, o Paraguai pode fazer mais sentido para quem trabalha remotamente, recebe renda do exterior e busca condições parecidas com as que motivaram a mudança. Depois de cinco meses, eles dizem ter razões para permanecer, mas reconhecem que a vida no país não é adequada para todos.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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