Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

Estudo sugere rejuvenescimento parcial de corações após transplante em pacientes jovens

Pesquisa preliminar identificou mudanças em marcadores de envelhecimento de corações transplantados, mas ainda aguarda revisão por pares.

Estudo sugere rejuvenescimento parcial de corações após transplante em pacientes jovens

Um estudo preliminar sugere que corações de doadores mais velhos podem apresentar rejuvenescimento parcial quando são transplantados para pacientes mais jovens. O fenômeno foi identificado em experimentos com camundongos e em uma análise de 11 transplantes humanos, mas as conclusões ainda precisam passar por revisão por pares.

A pesquisa foi coordenada por Jesse Poganik, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. A versão preliminar foi publicada na plataforma bioRxiv no dia 17 do mês passado. Por enquanto, os resultados se aplicam apenas a transplantes de coração.

Resultados em animais e humanos

Nos experimentos, camundongos receberam corações de animais com idades diferentes. Após meses de funcionamento dos órgãos transplantados, os pesquisadores analisaram marcadores moleculares ligados ao envelhecimento das células cardíacas, incluindo expressão gênica e metilação.

Com dados de outros estudos e sistemas de aprendizado de máquina, a equipe constatou que esses marcadores passaram a seguir, em geral, a idade dos camundongos receptores. Um coração mais velho, colocado no corpo de um animal jovem, apresentava sinais de rejuvenescimento molecular. Quando o transplante ocorria de um doador jovem para um receptor mais velho, a tendência se invertia.

A equipe também analisou biópsias de corações transplantados com dados do Brigham and Womens Hospital, em Boston. Foram avaliados 11 transplantes com diferença significativa de idade entre doadores e receptores. Nos casos de doadores jovens e receptores mais velhos, a diferença variava entre 38 anos e 50 anos. Quando os receptores eram mais jovens e os doadores, mais velhos, o intervalo ficava entre 8 anos e 24 anos.

“Não se trata, porém, de uma mudança mágica”, afirmou Poganik. Segundo os resultados, todos os corações transplantados parecem envelhecer um pouco, provavelmente em razão do estresse relacionado à transferência do órgão. Algumas características funcionais também continuavam mais próximas das de uma pessoa mais velha mesmo após o transplante.

Atualmente, a recomendação mais comum é que pessoas que morrem com menos de 45 anos doem seus corações para transplante. Se os dados forem confirmados, o grupo de possíveis doadores poderá ser ampliado.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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