A personal chef Lu Marcelino recomenda colocar o frango cru em uma frigideira bem quente antes de acrescentar sal ou outros temperos. Segundo ela, a ordem ajuda a formar uma superfície dourada e contribui para manter a carne suculenta.
A orientação é priorizar o contato da proteína com a panela aquecida. Depois que a parte externa ganhar cor, entram o sal e os demais temperos. A técnica favorece a formação de uma crosta e a reação de Maillard, processo químico associado ao desenvolvimento de sabores, aromas e coloração durante o cozimento.
O que significa selar o frango
Lu também questiona a ideia de que selar a carne serviria para fechar os poros e impedir a perda de líquidos. Na prática, essa etapa corresponde ao douramento da superfície e às transformações que acontecem nela, com foco na formação da crosta e no desenvolvimento de sabor.
O resultado depende de mais fatores além da sequência dos temperos. A temperatura da frigideira, a quantidade de umidade na superfície e o tempo de cozimento também influenciam o preparo.
Temperatura interna é essencial
A busca por uma parte externa dourada não elimina a necessidade de cozinhar completamente o interior do frango. O USDA recomenda que todas as partes da ave atinjam 74°C, com a medição feita por um termômetro culinário na região mais espessa.
Assim, a frigideira quente pode ajudar no dourado, mas não substitui o controle do ponto. A orientação combina a formação de uma superfície mais desenvolvida com o cozimento adequado da carne.



