A tinta descascando não deve ser coberta diretamente com uma nova camada. O problema pode estar relacionado à preparação inadequada da superfície, à umidade, a vazamentos ou a infiltrações. Sem identificar a origem, o novo acabamento pode voltar a apresentar falhas.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) orienta retirar as partes soltas ou sem aderência, preparar a parede e só então realizar a pintura. O primeiro passo é raspar a tinta comprometida com uma espátula ou outra ferramenta adequada.
Também é necessário verificar se há sinais de água na parede. Manchas que reaparecem depois da chuva podem indicar entrada de umidade e exigem investigação. Já descascamentos espalhados em uma base seca e firme podem estar ligados à forma como a pintura anterior foi preparada.
Limpeza e correção da superfície
Depois de remover o material solto, a parede deve ser limpa e ter as imperfeições corrigidas. A escolha dos produtos precisa considerar o tipo de superfície e as condições encontradas antes do serviço.
A engenheira civil Fabíola Monteiro Martins, que trabalha com diagnóstico de problemas em construções, afirma que a localização das falhas ajuda a diferenciar um defeito de acabamento de uma possível ocorrência relacionada à água.
Rodrigo Ribeiro, proprietário da empresa de pintura e drywall Detalhe Drywall, recomenda avaliar a parede antes do início da reforma. Segundo ele, o fundo preparador pode ser útil quando a superfície solta partículas. Em casos de infiltrações ou rachaduras maiores, a orientação é buscar um engenheiro civil.
Paredes próximas a janelas, rodapés e locais que entram frequentemente em contato com água precisam de atenção especial. Esses pontos podem indicar caminhos de entrada de umidade. Fazer a avaliação antes da pintura ajuda a reduzir o desperdício de material e a necessidade de refazer o serviço.



