Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro diz que Sergio Moro não vê irregularidades em caso das rachadinhas

Candidato do PL afirma que senador paranaense está convencido de que ele não cometeu irregularidades no caso.

Flávio Bolsonaro diz que Sergio Moro não vê irregularidades em caso das rachadinhas
Foto: Pedro Moro/Metrópoles

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou neste sábado (5/9) que o senador Sergio Moro (PL-PR) considera que ele não cometeu irregularidades no caso das rachadinhas. A declaração foi dada durante uma visita a Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro que está preso após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista de 2022.

Questionado sobre a aliança atual entre o PL e Moro, apesar das críticas feitas pelo senador no passado, Flávio disse que as divergências foram superadas. “O Moro faz parte do nosso time”, afirmou. Ele também declarou que o senador será um grande governador do Paraná.

Relação entre Moro e a família Bolsonaro

A ruptura entre Moro e a família Bolsonaro ocorreu depois que o ex-juiz deixou o Ministério da Justiça, em abril de 2020. Moro havia abandonado a magistratura para entrar no governo Jair Bolsonaro em 2019, mas pediu demissão após discordar do então presidente sobre a mudança no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Na ocasião, acusou Bolsonaro de tentar interferir na corporação.

Após sair do governo, Moro criticou o então presidente e tentou lançar uma candidatura própria ao Palácio do Planalto. Em 2021, durante sua filiação ao Podemos, mencionou as rachadinhas ao falar sobre corrupção e acusou o governo Bolsonaro de não combater irregularidades quando aliados ou familiares estavam envolvidos.

Naquele período, Flávio era investigado por suspeita de participar de um esquema de apropriação de parte dos salários de assessores na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ainda em 2021, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou atos da investigação sobre o caso no gabinete do filho mais velho de Jair Bolsonaro.

No livro “Contra o sistema da corrupção”, publicado em 2021, Moro relatou pressões dentro do governo relacionadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) durante a apuração que envolvia Flávio e Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador. O ex-ministro escreveu que se opôs a decisões que, segundo sua avaliação, poderiam enfraquecer a prevenção à lavagem de dinheiro para beneficiar Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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