A Eskimó Sorvetes, fundada pelo empresário Pedro Reis, chegou a cerca de 2,2 mil lojas espalhadas pelo Brasil em 2026 e é apontada como a maior fabricante de picolés da América Latina. A expansão começou depois de um período de dificuldades financeiras enfrentado por Reis.
A crise ocorreu após a falência da loja de roupas de sua primeira filha. Nesse período, o empresário teve um sonho que considerou “profético”. Segundo Reis, a organização interna do negócio que aparecia no sonho seria semelhante à estrutura da empresa que ele comandaria posteriormente.
Da fábrica às lojas próprias
No início, a Eskimó fabricava sorvetes e abastecia pontos de venda da região. Durante muitos anos, o negócio se concentrou na produção e na distribuição, sem uma rede de lojas próprias.
A primeira unidade própria foi aberta em 2008. Os dois primeiros meses tiveram baixa procura, de acordo com Pedro Reis, e a continuidade da loja chegou a ser questionada.
Para atrair consumidores, o empresário pediu à filha que reunisse cerca de 10 amigos com carros. O grupo distribuiu picolés gratuitamente e entregou, junto com cada produto, um catálogo com os itens vendidos pela empresa.
A estratégia ajudou a impulsionar o negócio. Pouco tempo depois, a Eskimó ampliou sua presença no varejo e terminou aquele ano com mais de 10 lojas.
Plano de expansão
A companhia também adotou um modelo de industrialização vertical, que permite controlar diferentes etapas da produção e da logística. Com isso, reduziu a dependência de terceiros na distribuição.
A expansão continua nos planos da empresa. Para 2027, a projeção é alcançar 3,5 mil lojas no país, com investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão e a abertura de mais 1,3 mil unidades.
Assim, a empresa comprada por Pedro Reis durante um período de dificuldade financeira se transformou em um negócio bilionário do setor de sorvetes.



