Porto Alegre, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Francesc Torralba questiona idealizações sobre ter filhos

Filósofo espanhol afirma que a parentalidade combina felicidade, responsabilidade, entrega e possíveis fontes de sofrimento.

Francesc Torralba questiona idealizações sobre ter filhos
Foto: Reprodução/Captura de tela/YouTube

Francesc Torralba defende uma visão menos idealizada sobre a decisão de ter filhos. Para o filósofo espanhol, a parentalidade pode proporcionar felicidade intensa, mas também envolve sofrimento, preocupações, exigências e incertezas ao longo da vida.

Doutor em Filosofia e Teologia, Torralba falou sobre o tema em uma conversa com Josef Ajram no podcast Gente sin límites. Na entrevista, afirmou que a escolha de ter filhos deve levar em conta tanto as experiências positivas quanto as dificuldades que podem surgir.

O filósofo também rejeitou a ideia de considerar egoístas, de forma automática, as pessoas que decidem não ter filhos. Segundo ele, maternidade e paternidade exigem grande entrega e, em algumas circunstâncias, podem se tornar fontes de infelicidade.

Cuidado, orientação e responsabilidade

Torralba descreveu a parentalidade como uma experiência de doação. Na avaliação dele, parte da satisfação está em acompanhar o crescimento do filho e reconhecer que o esforço dos pais contribuiu para que ele desenvolvesse o próprio projeto de vida.

Nesse processo, a felicidade não se limita à presença da criança. Ela também pode estar no cuidado, na orientação e no acompanhamento oferecidos pelos pais. Ao mesmo tempo, o vínculo familiar traz responsabilidades específicas, diferentes das presentes em uma amizade comum.

Por isso, Torralba afirmou que é um erro os pais tentarem ocupar apenas o papel de amigos dos filhos. Para ele, cabe aos pais orientar, corrigir, estabelecer limites e servir como referência. Essas funções, segundo o filósofo, não fazem parte de uma relação entre iguais.

A conversa também abordou fatores que podem influenciar as dúvidas de quem pensa em ter filhos, como as mudanças climáticas, o avanço descontrolado da inteligência artificial e a instabilidade política.

A reflexão não oferece uma resposta única para a decisão de ter ou não filhos. A proposta é reconhecer que a parentalidade pode trazer realização, mas também exige responsabilidade, renúncias e disposição para enfrentar dificuldades.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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