O Flamengo não prevê atrasos nos salários de jogadores e funcionários após a medida provisória do governo que proíbe as bets no Brasil. A garantia foi dada pelo diretor de futebol José Boto, que também explicou como a redução de receitas pode interferir no planejamento do elenco.
O dirigente afirmou nesta quinta-feira (01) que a renovação dos contratos dos atletas que já estão no grupo não deve ser afetada. O clube negocia a permanência de Danilo, Pedro e Léo Pereira. Erick Pulgar, Bruno Henrique e Alex Sandro tiveram os vínculos renovados recentemente.
A preocupação está na capacidade de contratar reposições. Caso a perda de patrocínios se confirme, o Flamengo poderá precisar negociar jogadores e não conseguir substituí-los com o mesmo nível no mercado. Boto mencionou a possibilidade de venda de um, dois ou três atletas em um cenário considerado o mais difícil.
Reuniões com a presidência
A diretoria rubro-negra estima um impacto financeiro de R$ 430 milhões provocado pela proibição das bets. Boto disse que trabalha com o presidente Luiz Eduardo Baptista para enfrentar a situação. Enquanto estava em Portugal, participou de reuniões por telefone, e afirmou que o presidente passou quatro horas no Ninho tratando do tema.
“Essas questões não vão impactar nunca nos salários dos jogadores”, declarou Boto. Ele acrescentou que o clube não deixará de pagar funcionários e atletas.
Compromissos do clube
O diretor também esclareceu uma declaração de Baptista sobre Lucas Paquetá. O presidente havia questionado como o Flamengo pagaria a operação do meia, que custou mais de R$ 315 milhões entre transferência, luvas e intermediação.
Segundo Boto, a dúvida não se limita ao jogador. Ela envolve os compromissos legais assumidos pelo clube com base nos contratos de patrocínio. O dirigente afirmou que existem pagamentos importantes previstos para janeiro e que o impacto da perda de receita também alcança o planejamento da temporada de 2027.
Mesmo nesse cenário, Boto reiterou que o Flamengo não pretende atrasar salários nem deixar de pagar as obrigações com jogadores e funcionários.



