O ex-deputado federal Victorio Galli (PP-MT), que foi assessor especial da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, apresentou o projeto que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A proposta, de número 2623/2007, foi arquivada no ano seguinte.
O texto foi apresentado em 2007, quando Galli ainda estava no MDB. A discussão voltou às redes sociais nesta sexta-feira (25/9), após mensagens relacionarem a iniciativa ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio negou que queira alterar o título atribuído à santa.
Atuação no governo
Galli não renovou o mandato de deputado federal nas eleições de 2018. Em 2019, assumiu o cargo de assessor especial da Presidência e foi alocado na Casa Civil, então comandada pelo ministro Onyx Lorenzoni.
A passagem pelo governo durou poucos meses. Galli foi exonerado depois de ser condenado pela Justiça a pagar R$ 100 mil em indenização por declarações preconceituosas contra homossexuais. O processo foi apresentado pela Defensoria Pública de Mato Grosso.
A ação teve origem em uma entrevista concedida pelo ex-parlamentar a uma rádio local. Na ocasião, ele disse que personagens da Disney faziam apologia à homossexualidade e citou o Mickey.
"Inclusive o Mickey, se você fizer um estudo profundo como eu já fiz, ele representa de fato, ele é homossexual, tá", afirmou Galli.
Nova candidatura
Atualmente, Galli disputa pelo PP uma vaga de deputado federal por Mato Grosso. Ele já havia tentado retornar à Câmara nas eleições de 2022, mas não conseguiu se eleger.




