Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, acusou Flávio Bolsonaro (PL) de suposta cumplicidade na relação com Daniel Vorcaro após a divulgação de uma viagem do senador em um jatinho ligado ao ex-banqueiro.
Em uma publicação no X, Caiado afirmou: “Voar no jato do Vorcaro, receber dinheiro e jantar com quem lesou milhões de aposentados não é coincidência, é cumplicidade”. O candidato também disse que Flávio ainda poderia contar a verdade e explicar o que classificou como inexplicável.
Flávio Bolsonaro viajou na aeronave em janeiro de 2025, durante o retorno a Brasília de uma viagem em família à Flórida, nos EUA. Ele estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. O advogado Willer Tomaz, amigo do senador, também estava no voo e confirmou ser dono de um terço das cotas do avião.
Aeronave
A aeronave é um Legacy 650 da empresa Prime You, que tinha Vorcaro como sócio. O mesmo avião também transportou Alexandre de Moraes, ministro do STF, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O escritório Barci de Moraes informou que contratava o serviço de táxi aéreo da Prime Aviation, responsável pela operação do jato, e que Vorcaro não estava nos voos.
Um relatório da Polícia Federal apontou que cada cota de 33,33% valia 5,5 milhões de dólares em maio de 2025. Naquele período, a empresa negociava transferir sua participação no avião para o escritório Barci de Moraes, mas o negócio não foi concluído.
Flávio Bolsonaro e a defesa de Daniel Vorcaro ainda não haviam se manifestado sobre a viagem.
Renan Santos (Missão) também criticou o senador nas redes sociais. Lula (PT) publicou um vídeo associando Flávio às milícias e ao assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco, sem mencionar o episódio do avião. No vídeo, perguntou: “Dá para confiar num candidato que está do lado do crime organizado?”.



