A polícia alemã abriu uma investigação criminal contra Akaki Japaridze após o judoca georgiano atacar Timo Cavelius depois de uma luta pela liga alemã. O episódio também levou ao banimento de Japaridze da Bundesliga de Judô. A Federação Internacional de Judô (IJF) e a Confederação Georgiana de Judô ainda avaliam possíveis sanções.
Cavelius sofreu uma fratura dupla na mandíbula e não disputará o Campeonato Mundial de Judô, que começa neste domingo, em Baku. O atleta está em recuperação e deverá ficar afastado do esporte ao menos até novembro. A mandíbula foi estabilizada com três placas, que deverão ser retiradas em até oito meses.
O ataque após a luta
No dia 5 de setembro, Cavelius representou o TSV Abensberg na vitória sobre Japaridze, do Clube de Judô de Leipzig. Depois de comemorar o resultado na direção da equipe e dos colegas, o alemão foi atingido várias vezes pelo adversário, inclusive quando já estava no chão.
Cavelius participou dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e ocupa a 41ª posição no ranking mundial da categoria 81kg. Japaridze aparece na 150ª colocação da 90kg, depois de terminar em quinto lugar no Grand Slam de Tbilisi.
Miryam Roper, atleta olímpica e integrante da diretoria da Confederação Alemã de Judô, afirmou que a confiança entre os competidores é essencial à modalidade: “Essa confiança é a base do nosso esporte.”
Declarações dos atletas
Japaridze afirmou em uma publicação no Instagram que teria reagido a insultos verbais e gestuais de Cavelius. O georgiano classificou esse comportamento como inaceitável no esporte e dentro da ética esportiva.
Cavelius disse que não pretende concluir que o ataque ocorreu por causa de sua sexualidade. O judoca alemão é o único atleta masculino da elite abertamente gay. “Não quero especular a respeito”, declarou, ao dizer que prefere se ater aos fatos enquanto não houver referência explícita à sua orientação sexual.



