SÃO PAULO — Arrascaeta tem como objetivo voltar a tempo de uma eventual final da Libertadores, marcada para 28 de novembro. O meia, porém, deve perder as duas semifinais e uma sequência de partidas do Campeonato Brasileiro após fraturar o punho esquerdo.
A cirurgia foi realizada nesta manhã, no Rio de Janeiro. O procedimento incluiu a colocação de uma placa metálica com parafusos para unir os ossos fraturados. A lesão aconteceu na partida do Uruguai contra a Coreia do Sul, na segunda-feira.
Recuperação e cautela
Os médicos do Flamengo informaram ao técnico Leonardo Jardim que a recuperação óssea deverá levar pelo menos dois meses. As semifinais da Libertadores estão previstas para os dias 15 e 22, o que inviabiliza a presença do jogador nesses confrontos.
Arrascaeta ficará imobilizado do punho até a axila, limitando os movimentos necessários para atuar. O departamento médico também alertou que uma volta antecipada pode comprometer a recuperação. O atleta só deverá retornar com os ossos solidificados, condição necessária para suportar choques e quedas e evitar que a placa se solte.
Um médico de clube grande consultado sobre o caso classificou como “um pequeno milagre” a possibilidade de o meia atuar contra o Palmeiras, em São Paulo, no dia 22 de novembro. O ortopedista afirmou: “A operação é simples, mas ao mesmo tempo tem a recuperação delicada para um jogador de futebol”.
Opções no time
Jardim prepara Paquetá para ocupar a posição no meio-campo. Carrascal e De la Cruz aparecem como alternativas.
No Brasileiro, Arrascaeta não deverá enfrentar Santos, Fluminense, os dois jogos contra o Estudiantes, Bahia, Atlético-MG, Vasco, Grêmio e Athletico Paranaense. Caso não esteja totalmente recuperado para o duelo com o Palmeiras, será preservado para uma eventual final da Libertadores. Há preocupação na Gávea com a situação do jogador.



