Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Esportes

Brincar pode ser o primeiro passo para uma vida ativa na infância

No Dia das Crianças, o movimento aparece como descoberta, convivência e diversão — antes da cobrança por resultados esportivos.

Brincar pode ser o primeiro passo para uma vida ativa na infância

Antes de pensar em medalhas, campeonatos ou futuros atletas, a criança precisa descobrir que se movimentar pode ser divertido. Essa experiência pode começar em uma brincadeira dentro de casa, em uma corrida no parque, em uma partida improvisada ou ao aprender a andar de bicicleta.

O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro no Brasil, é uma oportunidade para olhar o esporte por outro ângulo. Brincar também envolve movimento, imaginação e descoberta. O prazer de participar pode ser mais importante do que vencer.

Movimento antes da competição

Praticar uma modalidade costuma envolver regras, horários, professores e exercícios definidos. A brincadeira segue uma lógica mais livre: a criança corre para alcançar alguém, pula por causa de um desafio inventado, dança porque gosta da música ou chuta uma bola tentando atingir determinado lugar.

Nessas experiências, ela explora o próprio corpo sem transformar cada ação em uma cobrança por desempenho. Também pode experimentar diferentes movimentos e descobrir preferências. Correr, nadar, equilibrar-se em uma bicicleta, arremessar e dançar proporcionam experiências distintas.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que pessoas de 5 a 17 anos tenham, ao longo da semana, uma média diária de pelo menos 60 minutos de atividade física entre moderada e vigorosa. Esse tempo pode reunir brincadeiras, jogos, esportes, deslocamentos, recreação e aulas de educação física. Não é necessário concentrá-lo em um único treino.

Brincadeira também é aprendizagem

Em uma atividade coletiva, a criança aprende a esperar sua vez, negociar regras, ocupar espaços e reagir ao que acontece. Também pode lidar com frustrações, vitórias, derrotas e situações inesperadas. O UNICEF relaciona o esporte seguro e inclusivo ao desenvolvimento físico, emocional e social, além de destacar autoestima, criatividade, respeito, solidariedade e comunicação.

Nem todas as crianças gostam de competir. Algumas querem marcar pontos e chegar primeiro; outras preferem participar, fazer amigos ou simplesmente gastar energia. O ambiente esportivo precisa comportar essas diferenças, sem transformar a comparação em medida de capacidade.

O UNICEF defende oportunidades para meninas e meninos, com ou sem deficiência, independentemente de suas habilidades. Para isso, espaços, equipamentos, regras e atividades podem precisar de adaptações. A inclusão exige mais do que presença: é preciso garantir participação efetiva.

O papel da família e dos espaços

Pais, mães, familiares e professores influenciam a relação da criança com o movimento. Uma caminhada, uma ida ao parque, uma corrida curta ou uma partida improvisada podem virar momentos de convivência. A participação dos adultos mostra que a atividade não é uma obrigação exclusiva da criança.

Parques, praças, escolas, quadras públicas e áreas de lazer acessíveis ampliam as possibilidades de brincar. O acesso não deve depender apenas da capacidade financeira das famílias. Escolas, municípios e comunidades também têm papel na criação dessas oportunidades.

A brincadeira não precisa de equipamentos caros. Uma bola, uma corda, uma bicicleta, um espaço seguro ou apenas a imaginação podem ser suficientes. Dançar, imitar animais, inventar uma caça ao tesouro e criar obstáculos são formas de se movimentar sem exigir um vencedor.

A atividade física também pode coexistir com o uso de telas. O ponto central é equilibrar o tempo sedentário com oportunidades para correr, brincar e explorar o ambiente.

Uma relação positiva com o corpo

O erro faz parte da aprendizagem. Ao andar de bicicleta, por exemplo, a criança pode perder o equilíbrio e tentar novamente. O adulto pode apresentar o desafio como uma oportunidade de descoberta, sem transformar cada tentativa em pressão.

O esporte infantil não precisa ter como objetivo formar campeões. Algumas crianças vão querer competir e seguir uma preparação mais estruturada; outras encontrarão no movimento uma forma de brincar, conviver ou conhecer o próprio corpo. Experimentar atividades diferentes também permite descobrir interesses sem exigir uma escolha definitiva na infância.

Uma experiência marcada por diversão, amizade e descoberta pode ajudar a construir uma relação positiva com a atividade física. Antes de perguntar qual modalidade a criança quer praticar, pode ser mais útil saber do que ela gosta de brincar. A partir dessa resposta, pode surgir o primeiro passo para uma vida com mais movimento.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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