Porto Alegre, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Esportes

Fifa pode compensar clubes por lesões de jogadores convocados

Programa prevê pagamentos aos clubes quando atletas se machucam a serviço de seleções e ficam afastados por mais de 28 dias.

Fifa pode compensar clubes por lesões de jogadores convocados

Clubes podem receber compensação financeira da Fifa quando jogadores se lesionam durante convocações para seleções principais, desde que o caso siga as regras do programa de Proteção aos Clubes. O pagamento é feito à equipe, não ao atleta, que continua vinculado contratualmente ao clube durante o afastamento.

Arrascaeta, do Flamengo, sofreu uma fratura no punho esquerdo durante o amistoso entre Uruguai e Coreia do Sul, após cair de mal jeito no gramado. Os exames indicaram necessidade de cirurgia, e o meia voltou ao Brasil a pedido do clube. A Fifa pode pagar R$ 121,5 mil por dia ao Flamengo se a recuperação ultrapassar 28 dias.

Pelas regras do programa Fifa Club Protection, a compensação começa no 29º dia de incapacidade. O limite informado é de até 20.548 euros por dia (R$ 120,6 mil), com teto de 7,5 milhões de euros (R$ 44,03 milhões) por jogador e por ocorrência.

Casos de Piquerez e Pedro

Piquerez, do Palmeiras, sofreu uma lesão ligamentar no tornozelo direito durante o amistoso entre Uruguai e Inglaterra, em março, e precisou passar por cirurgia. A Fifa confirmou que arcaria com os salários do lateral durante a recuperação. O Palmeiras acionou o mecanismo após o retorno do jogador ao Brasil.

Pedro, do Flamengo, teve uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo durante um treino da seleção brasileira, em setembro de 2024. Em janeiro de 2026, o clube informou ter recebido 679 mil euros, cerca de R$ 4,2 milhões em valores atuais, pela compensação.

Em 2025, o programa registrou 113 ocorrências e despesas de US$ 34,1 milhões.

Situação de Raphinha

Raphinha foi substituído na vitória do Brasil sobre a Austrália, na terça-feira (29), por causa de uma lesão na coxa direita. A CBF informou que a liberação antes da partida contra a Índia, no sábado (3), ocorreu por “precaução e visando sua pronta recuperação”.

Exames apontaram um pequeno edema muscular, com recuperação estimada entre alguns dias e três semanas. Por isso, é improvável que o Barcelona acione o programa. O presidente Joan Laporta declarou: “Não estamos felizes com isso. Já aconteceu com outros, e esse é o risco dessas paradas tão longas”.

A legislação brasileira também prevê responsabilidades para a entidade que convoca o atleta. O artigo 92 da Lei Geral do Esporte determina que a organização convocadora indenize a entidade que cede o jogador pelos encargos previstos no contrato durante a convocação. No caso do Brasil, essa responsabilidade é da CBF, e a convocação se estende até a reintegração do atleta ao clube em condições de trabalhar.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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