O Flamengo cobriu com fita adesiva a marca da Betano em alguns uniformes durante o treino desta segunda-feira. Outros jogadores usaram peças que já não exibiam o patrocínio. A empresa ocupava a parte central frontal das camisas.
A mudança ocorreu antes do prazo determinado pela MP 1.394/2026, que exigia a retirada, até o fim desta segunda-feira, de materiais publicitários e sinais de patrocínio relacionados às bets. Na última semana, a marca ainda aparecia nos uniformes de treino, enquanto o clube já divulgava nas redes sociais imagens de camisas sem a patrocinadora.
Reação dos clubes
A restrição provocou mobilização de dirigentes e chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal). Clubes protocolaram um pedido para participar da ação que questiona a constitucionalidade da medida. Eles pedem a suspensão dos efeitos da MP e um período de transição maior para os contratos existentes.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, criticou publicamente a decisão. Em pronunciamento à Flamengo TV, ele estimou impacto de R$ 400 milhões nas receitas do clube e questionou como seriam mantidos compromissos financeiros assumidos anteriormente.
Lula defendeu a medida e afirmou: “Acabar com as bets”. Antes, o presidente disse ter decidido tomar uma “medida dura e drástica necessária” para retirar as empresas do setor.



