Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Esportes

Mafê Costa amplia opções de provas e mira evolução para Los Angeles

Nadadora brasileira passou a considerar os 1500m e quer melhorar marcas nos 200m, 400m e 800m livre até os Jogos.

Mafê Costa amplia opções de provas e mira evolução para Los Angeles

Maria Fernanda Costa, a Mafê, passou a considerar os 1500m como uma possibilidade para Los Angeles-2028 após mais de um ano vivendo e treinando em Brisbane, na Austrália. A nadadora ainda não decidiu se disputará a prova nos Jogos, mas afirma que o período no país ampliou suas opções dentro do ciclo olímpico.

A brasileira já tinha os 200m e 400m livre entre suas principais distâncias, enquanto os 800m ganharam espaço. O teste nos 1500m ocorreu este ano e ainda será repetido antes de uma definição. Mafê disse que tem um ano e meio para avaliar a distância e que essa possibilidade não fazia parte de seus planos anteriormente.

Metas para os próximos Jogos

Mafê estabeleceu objetivos para três provas: baixar de 1min55s nos 200m livre, de quatro minutos nos 400m e de 8min20s nos 800m. Na avaliação da nadadora, essas marcas podem colocá-la em condições de disputar finais e se aproximar da briga por medalhas.

Sétima colocada na final dos 400m livre em Paris-2024, ela quer melhorar o resultado em Los Angeles-2028. A brasileira também afirmou que sonha com uma medalha e pretende chegar aos Jogos em sua melhor forma.

Em 2027, Mafê projeta um calendário mais cheio, com o Mundial de Budapeste, o Pan-Americano e competições na Austrália entre os eventos considerados em sua programação.

Rotina mais intensa em Brisbane

A mudança para a Austrália foi relacionada às provas de livre, já que o país reúne algumas das principais nadadoras do mundo nessas distâncias e permite uma rotina frequente de competições em alto nível. A preparação também aumentou o volume de trabalho e o desenvolvimento da capacidade aeróbica.

Atualmente, Mafê faz nove sessões semanais na piscina e três trabalhos de academia. Os treinos aquáticos da manhã duram aproximadamente duas horas e podem chegar a 2h40. À tarde, costumam ficar entre duas horas e 2h20. A carga é maior do que a realizada por ela no Brasil.

A nadadora explicou que o trabalho com distâncias acima da prova principal já fazia parte de sua preparação. Na Austrália, esse método ganhou espaço: quem nada 200m treina para 400m; quem disputa 400m trabalha para 800m; e quem pretende nadar 800m se prepara para 1500m.

Segundo Mafê, a rotina aumentou sua capacidade de suportar períodos longos de competição e a ajudou a voltar a um nível competitivo internacional com mais constância.

Convivência com atletas australianas

Mafê é a única estrangeira de uma equipe formada por cerca de 15 ou 16 atletas. Ela afirma que a convivência facilitou a adaptação e permitiu a troca de culturas e experiências. A competitividade dos treinos também é destacada pela nadadora, que chegou a trabalhar com Lani Pallister.

Brisbane, descrita por Mafê como uma cidade tranquila e com poucas distrações, contribui para a concentração no ciclo olímpico. Fora dos treinos, ela frequenta restaurantes, pratica yoga e pilates e participa de atividades com os companheiros de equipe.

A brasileira também mantém contato semanal com Fernando Possenti, seu antigo treinador. Os dois moram a aproximadamente meia hora de distância, e ele continua como uma referência esportiva e pessoal, embora não comande mais a rotina de treinamentos.

A experiência na Austrália ainda aproximou Mafê das adversárias que encontra em competições internacionais. Para ela, esse contato frequente ajuda a tornar mais natural a presença entre as melhores do mundo e reforça a confiança para buscar uma medalha em Los Angeles-2028.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.