Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
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MP-SP vê possibilidade de pedir intervenção judicial no Corinthians

Investigação reúne depoimentos e documentos, mas decisão sobre uma eventual ação ainda não foi tomada pelos promotores.

MP-SP vê possibilidade de pedir intervenção judicial no Corinthians
Foto: A proximidade das eleições aumenta a dimensão do cenário Divulgação/Agência Corinthians

O Ministério Público de São Paulo está na fase final da investigação sobre a administração do Corinthians e reúne elementos que podem embasar um pedido de intervenção judicial. A decisão, porém, ainda não foi tomada. Pessoas próximas à apuração avaliam que, se o inquérito fosse encerrado agora, a tendência seria encaminhar a medida à Justiça.

A análise ainda depende de novos documentos, depoimentos e avaliações. Desde o início efetivo do inquérito, em maio, Luiz Ambra Neto e André Pascoal reuniram mais de dez depoimentos e cerca de 3 mil páginas. Silvio Antônio Marques passou a integrar a equipe recentemente, diante da dimensão do caso.

Três frentes de investigação

O MP-SP avalia, além dos problemas acumulados nos últimos anos, se a estrutura atual do clube tem condições de corrigir irregularidades, enfrentar a crise financeira, cumprir as funções de seus órgãos internos e preservar a finalidade social do Corinthians.

A primeira frente trata das finanças, com uma dívida na casa dos R$ 2,8 bilhões. A segunda envolve a estrutura política e administrativa. A terceira examina atos e contratos que possam ter causado irregularidades ou prejuízos à instituição.

A proximidade das eleições também é considerada na apuração. A votação para presidente e Conselho Deliberativo está marcada para 28 de novembro, e o registro de candidatos e chapas já começou. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho, admitiu que uma eventual intervenção pode impedir a realização do pleito.

Tuma também sugeriu que Osmar Stabile procure o Ministério Público para discutir um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). A medida teria o objetivo de estabelecer correções e evitar a intervenção. Até o momento, Stabile não procurou os promotores sobre essa possibilidade.

Se o Ministério Público apresentar uma ação civil pública, o Judiciário deverá analisar o pedido e definir se haverá intervenção e qual será sua extensão. Até lá, a avaliação dos promotores ainda pode mudar caso o clube apresente uma resposta interna capaz de alterar o entendimento da investigação.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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