SÃO PAULO — O Corinthians reforçou a segurança do presidente Osmar Stabile, da comissão técnica e dos jogadores antes do clássico contra o Palmeiras. O número de seguranças foi dobrado devido às ameaças recebidas pelo dirigente e à preocupação com a volta ao centro de treinamento e ao Parque São Jorge após a partida.
Willian Batista, treinador do sub-20, assumiu a equipe principal depois da demissão de Fernando Diniz, ocorrida após a derrota para o Internacional, na quarta-feira. Aos 33 anos, ele comandará o Corinthians no confronto contra o time de Abel Ferreira, no Nubank Parque.
Recusas nas negociações
A diretoria tentou contratar Ramón Díaz, mas o treinador pediu um vínculo até o final de 2027. A proposta corintiana previa dois meses de contrato e um bônus caso o clube não fosse rebaixado. Vojvoda também recusou o convite, pois não quis assumir a equipe por apenas nove partidas.
Luíz Zubeldía rejeitou a primeira sondagem e não chegou a conversar sobre salário ou projeto. Carille foi considerado, mas tem contrato com o Al Fayha, da Arábia Saudita, até junho de 2027. A multa é estimada em cerca de R$ 8 milhões, o que impediu um acordo.
Pressão antes do clássico
Stabile tem mandato até dezembro e admite a aliados que pode não disputar a eleição de 28 de novembro. Ele vem recebendo ameaças físicas para deixar o clube. Chefes de torcidas organizadas também ameaçam retirar o apoio ao presidente em caso de nova derrota.
Dentro do elenco, Memphis Depay e Gustavo Henrique tentam ajudar Willian Batista na formação do time. O Corinthians pode entrar na zona de rebaixamento se perder para o Palmeiras e Grêmio ou Internacional vencerem o confronto entre eles.
Do lado palmeirense, Abel Ferreira pediu máxima seriedade na disputa pelos três pontos. O Palmeiras está a um ponto do líder Flamengo.



