Nicole Silveira, 11ª colocada no skeleton feminino dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, participa de um projeto para encontrar novos talentos brasileiros na modalidade. A iniciativa é conduzida pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) e tem como foco inicial os Jogos Olímpicos da Juventude de 2028.
A seletiva avalia velocidade, força, potência e coordenação motora dos participantes. Também há uma análise psicológica, que considera a atitude dos candidatos e a forma como reagem a dificuldades. A intenção é identificar atletas com potencial para seguir no skeleton quando chegarem à categoria adulta.
Nicole afirmou que se surpreendeu com a quantidade e o nível dos participantes. “Eu me surpreendi muito com o nível do talento que apareceu”, disse. Segundo ela, o grupo será reduzido a seis atletas.
Apoio de Kim Meylemans
A belga Kim Meylemans, esposa de Nicole, também participa da busca por novos atletas. Campeã europeia e da Copa do Mundo, ela encerrou a carreira após a última temporada e agora se dedica à formação como treinadora.
Meylemans explica que o skeleton exige mais do que velocidade. Os candidatos precisam impulsionar o trenó em uma posição específica e demonstrar explosão, controle corporal e coordenação motora. A belga também ajuda na avaliação psicológica.
Kim Meylemans se casou com Nicole Silveira em 2025. Ela disse que está aprendendo português para se comunicar com os jovens, já que alguns ainda não falam inglês. “O Brasil me recebeu muito bem quando eu era atleta, então fico feliz em retribuir agora com esse programa”, afirmou.
Recuperação de lesão
Nicole pretendia disputar apenas duas competições na temporada 2026/2027, mas rompeu o LCA e os dois meniscos do joelho. Por isso, ficará em recuperação e poderá atuar como técnica durante o período.
A atleta ainda vai avaliar os próximos passos depois da recuperação. Enquanto não compete, concentra-se na formação de novos nomes para o Brasil. “Eu continuando ou não, eu gostaria ter mais atletas, sejam meninas ou meninos, a fazer história para o Brasil”, concluiu.



