O vínculo com a Ferrari e os resultados nas categorias de base colocam Rafael Câmara entre os brasileiros com possibilidade de chegar à Fórmula 1 em 2027. Desde 2022, o piloto faz parte da academia de pilotos da escuderia italiana e, em maio deste ano, dirigiu pela primeira vez um carro da categoria. Depois, tornou-se piloto de testes da Ferrari.
A equipe italiana fornece motores para a Haas, equipe americana que pode ser o destino de Câmara. Em testes realizados no Autódromo Internacional do Algarve, em Portugal, o brasileiro superou o tempo estabelecido pelo piloto titular. Com esse desempenho e a proximidade com a Ferrari, o nome de Câmara ganhou força para assumir um dos assentos da Haas já no ano que vem.
Na pista, o brasileiro lidera o campeonato de Fórmula 2 após vencer a corrida disputada em Baku, no Azerbaijão, no último final de semana. O título ainda não está confirmado porque, na teoria, restam mais duas etapas, no Catar e nos Emirados Árabes. A Federação Internacional de Automobilismo deve cancelar essas provas por causa dos conflitos no Irã e da tensão no Oriente Médio. A decisão sai em meados de outubro e, nesse cenário, Câmara seria campeão da modalidade.
A trajetória inclui o título brasileiro e o vice-campeonato mundial de kart conquistados antes dos 15 anos. Na Europa, ele competiu nas categorias de base ao lado de Kimi Antonelli, atual líder da Fórmula 1. Em 2025, no ano de estreia, Câmara foi campeão da Fórmula 3, com cinco poles e quatro vitórias em nove etapas, e foi promovido à Fórmula 2 no mesmo ano.
A relação com o automobilismo também aparece na família. Niege Rossiter, avó de Rafael Câmara, foi a primeira pilota mulher a competir no Recife nos anos 1960. Aos 19 anos, ela obteve vitórias e pódios em circuitos tradicionais da época.



