Cristiano Ronaldo afirmou que deixou a concentração da seleção de Portugal depois de identificar duas quebras de acordos com Jorge Jesus. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (6), o atacante também reconheceu erros próprios e disse aceitar uma eventual punição da Federação Portuguesa de Futebol.
O episódio começou antes do jogo contra a Noruega. Segundo Ronaldo, o treinador havia planejado que ele atuasse na primeira e na última partida da Data Fifa, com mudanças por motivos de controle físico. O jogador recusou a proposta de disputar apenas o primeiro compromisso e permanecer em Portugal durante a viagem para Noruega e Dinamarca.
Na partida contra a Noruega, um integrante da comissão técnica informou, durante o almoço, que Jesus queria conversar com Ronaldo. O atacante disse ter sido avisado de que poderia jogar 30 minutos. Ele aceitou, aqueceu desde o intervalo, mas não entrou em campo.
Reunião e saída da concentração
Ronaldo relatou que, 48 horas depois, se reuniu com Jesus e Simão Coutinho para buscar uma solução. Conforme o atacante, ficou acertado que o treinador explicaria em entrevista coletiva que havia proposto o plano, que Ronaldo não havia pedido minutos e que foi um erro fazê-lo aquecer sem colocá-lo em campo.
O jogador afirmou que a entrevista teve postura diferente da conversa privada e que não houve pedido de desculpas. Para ele, essa foi a segunda vez em que Jesus não cumpriu a palavra dada. Ronaldo então decidiu deixar o estágio antes do jogo contra a Dinamarca.
O atacante assumiu a responsabilidade por não ter cumprimentado os torcedores após a partida e por abandonar a concentração. Também pediu desculpas aos companheiros e aos portugueses. Disse ainda que a Federação deve avaliar e punir sua atitude, sem considerar seu status de capitão como atenuante.
Disponibilidade para a seleção
Ronaldo declarou que continuará disposto a defender Portugal depois de cumprir a suspensão que receber, caso esteja bem fisicamente e atuando pelo clube. Ele afirmou que prefere competir pela seleção a tratar de uma despedida e citou sua permanência em uma concentração após receber a notícia da morte do pai.
O comunicado foi datado de 6 de Outubro de 2026. No texto, Ronaldo disse que nunca interferiu nas decisões técnicas dos treinadores e que decidiu sair ao entender que sua permanência poderia prejudicar o grupo.



