Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Esportes

Treino brick prepara triatletas para correr após o ciclismo

Combinar bicicleta e corrida ajuda a reproduzir a transição do triatlo, embora a ciência ainda não defina uma fórmula única.

Treino brick prepara triatletas para correr após o ciclismo

O treino brick combina ciclismo e corrida em sequência para reproduzir uma das principais transições do triatlo. A prática busca preparar o atleta para sair da bicicleta e começar a correr mesmo com sensação de pernas pesadas, movimento diferente e dificuldade para encontrar o ritmo.

Uma revisão sistemática com 39 estudos concluiu que a maioria das pesquisas identificou prejuízo no desempenho da corrida quando ela era feita depois do ciclismo, em comparação com uma corrida isolada. Os efeitos fisiológicos e biomecânicos, porém, variaram bastante, sem uma explicação única para o fenômeno.

Por que a corrida muda depois da bicicleta

Embora as duas modalidades usem as pernas, ciclismo e corrida exigem postura, padrões de movimento, contrações musculares e impactos diferentes. A mudança rápida entre essas demandas provoca uma fase inicial de adaptação.

Em um estudo com 22 triatletas bem treinados, os pesquisadores compararam uma corrida isolada com outra realizada após 40 km de ciclismo. Depois de pedalar, os atletas percorreram, em média, 679 metros até superar a fase transitória. Na corrida sem ciclismo anterior, foram 294 metros.

O estudo também apontou maior variabilidade no movimento após a bicicleta, mas não identificou uma transformação completa da técnica de corrida. Pesquisas anteriores observaram ainda alterações no recrutamento muscular, incluindo mudanças na atividade do músculo tibial anterior em parte dos atletas. A resposta, entretanto, não foi igual para todos.

A maneira de pedalar também pode influenciar o desempenho seguinte. Em um experimento, triatletas fizeram uma corrida de 9,3 km depois de sessões com diferentes variações de potência. Quando o ciclismo foi mais variável, o tempo da corrida ficou, em média, 42 segundos mais lento do que após uma sessão com esforço mais constante. Grande parte da diferença apareceu na primeira metade da corrida.

Outro estudo, com dez triatletas treinados, registrou desempenho inferior na corrida após o ciclismo e redução de aproximadamente 10 centímetros no comprimento da passada. Cadência, tempo de contato com o solo e frequência cardíaca média não tiveram diferenças significativas.

O que o brick pode desenvolver

O objetivo do treino combinado é aumentar a familiaridade com a transição. Um estudo acompanhou triatletas competitivos durante seis semanas e comparou um treinamento convencional com sessões que alternavam múltiplos blocos de ciclismo e corrida. O treinamento específico não melhorou mais o desempenho total no conjunto das duas modalidades, mas teve vantagem na transição e nos primeiros 333 metros da corrida.

A revisão sistemática indica que há justificativa para praticar a mudança entre bicicleta e corrida, mas ainda não define qual combinação de intensidade, cadência no ciclismo ou estratégia de treinamento é mais eficaz.

Para iniciantes, a corrida após a bicicleta pode ser curta e controlada, com atenção à postura, ao ritmo e à adaptação das pernas. O volume e a intensidade podem crescer progressivamente conforme a experiência, o condicionamento e o objetivo competitivo.

O brick não precisa transformar todo pedal em uma corrida forte. As duas modalidades também devem ser treinadas separadamente, enquanto as sessões combinadas aumentam a carga total. A função específica do exercício é aproximar o treino de uma situação que aparece na prova e tornar mais familiar a fase inicial da corrida após o ciclismo.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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