Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Creatina pode beneficiar mulheres, mas evidências ainda são limitadas

Revisão com 34 estudos encontrou possíveis ganhos em força e potência, mas com evidências de baixa ou muito baixa certeza.

Creatina pode beneficiar mulheres, mas evidências ainda são limitadas

Uma revisão sistemática com meta-análise concluiu que a creatina pode trazer benefícios para mulheres que treinam, mas os efeitos são pequenos e pouco previsíveis. Publicado na última sexta-feira (4), na revista Frontiers in Nutrition, o trabalho reuniu 34 estudos sobre suplementação em mulheres envolvidas com exercícios ou treinamentos.

Os pesquisadores identificaram possíveis efeitos positivos em testes de força, potência, exercícios de alta intensidade e medidas relacionadas à massa magra. A certeza das evidências, porém, foi classificada como baixa ou muito baixa. Com isso, os resultados são promissores, mas não permitem afirmar que toda mulher terá melhora de força, aumento de massa muscular ou desempenho superior ao usar creatina.

Resultados variaram entre os estudos

A análise conjunta apontou um efeito positivo pequeno no desempenho esportivo. Os resultados mais favoráveis apareceram em alguns testes de força, saltos, sprints, esforços repetidos e resistência à fadiga.

A vantagem não foi observada de maneira uniforme. Houve pesquisas sem diferença clara em corrida, natação, testes anaeróbicos e adaptações ao treinamento intervalado de alta intensidade. Mesmo na musculação, alguns estudos registraram melhora, enquanto outros não encontraram evolução superior à do grupo que recebeu placebo.

Na composição corporal, a análise estatística também indicou um pequeno efeito geral. Os estudos, entretanto, avaliaram medidas diferentes. Alguns observaram aumento de massa magra, água corporal ou espessura muscular; outros não identificaram diferenças claras entre creatina e placebo. A revisão, portanto, não sustenta a ideia de que o suplemento aumente músculos ou reduza gordura automaticamente em mulheres.

Lacunas sobre ciclo menstrual e segurança

A revisão foi conduzida por Yi Lin, Wenfeng Zhu e Banghui Hong, da Guizhou Normal University, na China. Os pesquisadores avaliaram estudos publicados entre 1996 e março de 2026. Ao todo, foram incluídos 34 trabalhos, com 692 participantes do sexo feminino ou com dados femininos elegíveis. Desses, 21 estudos, envolvendo 424 participantes, forneceram informações suficientes para a análise quantitativa.

Entre as principais limitações está a falta de dados sobre fatores específicos da fisiologia feminina. A fase do ciclo menstrual, o uso de contraceptivos e as transições hormonais muitas vezes não foram informados. Há hipóteses de que alterações hormonais influenciem o metabolismo, o equilíbrio de líquidos e a resposta neuromuscular, mas ainda existem poucos dados diretos sobre esse efeito.

O NIH, órgão de saúde dos Estados Unidos, considera a creatina bem estudada para adultos saudáveis e informa que a creatina monohidratada é a forma mais usada nas pesquisas. Retenção de água e algum aumento de peso podem ocorrer durante a suplementação.

Uma meta-análise publicada em 2025 no BMC Nephrology encontrou pequeno aumento da creatinina sanguínea entre usuários, sem redução significativa da taxa de filtração glomerular. Segundo os autores, a alteração pode refletir o metabolismo da creatina, e não necessariamente uma lesão renal.

Pessoas com doenças preexistentes, que usam medicamentos regularmente, estão grávidas ou amamentando devem conversar com um profissional de saúde antes de iniciar a suplementação. A conclusão da pesquisa é que há sinais de pequenos benefícios em determinados exercícios, mas ainda não existem evidências suficientes para uma recomendação universal.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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