José Boto afirmou que a redução gradual do número de estrangeiros por partida no Brasileirão pode afetar a disputa da Libertadores. O diretor de futebol do Flamengo avalia que clubes da Argentina podem usar os recursos que deixariam de ser investidos no mercado brasileiro para reforçar suas próprias equipes.
“Se calhar, daqui a um ano ou dois, em vez de termos três times brasileiros nas semifinais da Libertadores, vamos ter três times argentinos”, disse Boto em coletiva de imprensa. Ele também declarou que a mudança pode reduzir a qualidade e a competitividade do futebol brasileiro.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou a diminuição do limite com o objetivo de ampliar o espaço para atletas formados nas categorias de base dos clubes brasileiros. Flamengo, Bahia e Londrina foram os únicos clubes contrários à proposta na votação.
Como funcionará o limite
A partir de 2028, cada equipe poderá relacionar oito estrangeiros por partida no Campeonato Brasileiro. A quantidade será reduzida ano após ano até chegar a cinco jogadores estrangeiros por jogo em 2030.
A regra vale apenas para atletas relacionados para as partidas. Diretores e integrantes das comissões técnicas não são incluídos na restrição. Boto, que é português, continuará exercendo sua função no Flamengo sem ser afetado pela medida.
Críticas à mudança
Antes da aprovação, o meia Saúl também havia questionado a proposta. O espanhol defendeu que a exigência por jogadores locais considere o desempenho técnico, e não a nacionalidade. Para ele, uma restrição baseada nesse critério pode comprometer a competitividade do campeonato nacional.
O Flamengo tem dez estrangeiros no elenco profissional: Arrascaeta, Varela, De La Cruz, Pulgar, Saúl, Joaquín Freitas, Agustín Rossi, Anthony Valencia, Gonzalo Plata e Carrascal.



