Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Futebol

Projeto na Câmara exclui atletas do Mercosul da cota de estrangeiros

PL apresentado por Geraldo Resende prevê que atletas nascidos no Mercosul não ocupem vagas de estrangeiros em competições esportivas.

Projeto na Câmara exclui atletas do Mercosul da cota de estrangeiros

Um projeto apresentado na Câmara dos Deputados prevê que atletas nascidos em países do Mercosul não sejam contabilizados nas vagas destinadas a estrangeiros em competições realizadas no Brasil. A proposta é de autoria do deputado federal Geraldo Resende (União-MS) e ainda não altera as regras dos campeonatos.

O PL 5.513/2026 estabelece que jogadores nascidos em países integrantes do bloco, como Argentina, Paraguai e Uruguai, não sejam considerados estrangeiros para fins esportivos. A regra valeria independentemente da nacionalidade do atleta no momento da inscrição.

A proposta não mudaria a nacionalidade dos jogadores nem criaria benefícios automáticos relacionados à imigração. Regras de entrada no Brasil, permanência, residência e autorização para trabalhar continuariam em vigor. Os atletas também seguiriam sendo estrangeiros para os demais fins legais.

Relação com o limite da CBF

A discussão ocorre após a CBF e os clubes aprovarem uma redução gradual do número de estrangeiros relacionados por partida. Atualmente, são permitidos até nove jogadores estrangeiros. O limite será de até oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.

A CBF informou que a mudança busca ampliar o espaço para jogadores mais jovens formados no futebol brasileiro. A média de estrangeiros relacionados na Série A é de 5,4 por partida, considerando 215 jogos analisados.

Se aprovado, o projeto também impediria que atletas do Mercosul fossem incluídos em limites, cotas ou outros números máximos criados especificamente para estrangeiros. Federações, ligas e entidades responsáveis pelas competições teriam de adaptar seus regulamentos.

Tramitação da proposta

O texto se aplicaria a competições profissionais e não profissionais, masculinas e femininas, além de alcançar outros esportes. O PL 5.513/2026 foi apresentado em 2 de outubro de 2026 e está no início da tramitação.

Caso seja transformado em lei, a proposta prevê prazo de 90 dias para a adaptação de regulamentos, sistemas de inscrição e normas internas. A justificativa de Geraldo Resende afirma que a medida busca criar tratamento esportivo semelhante para atletas dos países do bloco e ampliar a integração entre as nações.

Por enquanto, a regra não está valendo. No caso do Fluminense, uma eventual aprovação poderia ampliar o espaço para jogadores sul-americanos nas competições nacionais, mas não há mudança imediata nas normas dos campeonatos.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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