O Vasco ainda tenta levar ao Maracanã o confronto contra o Boca Juniors (ARG), pela semifinal da Sul-Americana. O clube recebeu quatro negativas ao pedido, e o presidente Pedrinho afirmou que pretende continuar pressionando pela realização da partida no estádio.
Em entrevista nessa terça-feira (06), o dirigente questionou as restrições impostas ao Vasco para escolher o local dos jogos e mencionou a administração do consórcio do Maracanã, formado por Flamengo e Fluminense. Pedrinho também citou a licitação e disse que pretende rever a situação do consórcio.
“Eu vou rever isso. Pode ter certeza absoluta”, declarou o presidente. Ele relacionou a medida ao processo de reestruturação institucional do Vasco e afirmou que não promete títulos ou vitórias, mas trabalho.
Impasse pelo estádio
O Flamengo se posicionou contra a realização da partida no Maracanã. O clube argumenta que o gramado não apresenta as melhores condições e que a proximidade entre os compromissos prejudicaria a preparação para a sequência da temporada.
A partida do Vasco contra o Boca Juniors está prevista para 20 de outubro. Menos de 48h depois, em 22 do mesmo mês, o Flamengo enfrentaria o Estudiantes (ARG) no estádio, pela semifinal da Libertadores. Para o clube rubro-negro, o intervalo seria insuficiente para a recuperação do gramado.
Sem o Maracanã, o Vasco considera São Januário como alternativa. O clube precisa obter autorização dos órgãos responsáveis e, depois, convencer a Conmebol a liberar o estádio. São Januário não tem capacidade para 30 mil pessoas, mínimo exigido em partidas de semifinal.
O Estádio Nilton Santos é a última opção apresentada. A resposta sobre o local do jogo precisa ser dada até este sábado (10). Enquanto o Vasco define o estádio, o Flamengo volta a campo nesta quinta-feira (08), contra o Santos, às 19h30, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.


