A Fifa negou nesta quarta-feira, 7, qualquer irregularidade na inscrição do goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, para partidas das eliminatórias africanas e para a Copa do Mundo de 2026. A entidade afirmou que o jogador estava elegível para defender a seleção nacional.
“A Fifa pode confirmar que não houve problemas de elegibilidade nas partidas da República Democrática do Congo contra a Jamaica nem em relação à Copa do Mundo da Fifa 2026”, disse um porta-voz da organização.
A situação foi analisada depois de uma denúncia apresentada pela Federação de Futebol da Nigéria. A seleção nigeriana foi eliminada pela República Democrática do Congo na repescagem africana. O Comitê Disciplinar da Fifa avaliou o protesto e o considerou inadmissível.
Mpasi atuou nas categorias de base da França e também tem nacionalidade democrática-congolesa. A documentação para a troca de associação esportiva teria sido iniciada pela Fecofa, a Federação Democrática-Congolesa de Futebol, em 2021, mas o processo não estaria concluído quando o goleiro passou a defender a seleção africana.
A análise do caso ocorreu antes da repescagem intercontinental. Entre as possibilidades avaliadas estavam uma multa e a substituição da República Democrática do Congo pela Nigéria na repescagem contra a Jamaica. No entanto, como a denúncia foi apresentada fora do prazo, nenhuma dessas medidas foi adotada.
Em nota, o presidente da Fecofa, Véron Mosengo-Omba, afirmou que a inscrição dos jogadores para a repescagem e para a Copa do Mundo já havia sido feita quando assumiu o cargo, em 20 de maio. A Fifa, porém, reiterou que não houve problema de elegibilidade envolvendo Mpasi nas partidas citadas nem no Mundial de 2026.



