Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

Quase metade dos municípios avaliados tem alerta para o Aedes

Levantamento do Ministério da Saúde aponta risco ou alerta em 49,2% das cidades que enviaram informações; casos de arboviroses caíram em 2026.

Quase metade dos municípios avaliados tem alerta para o Aedes

Quase metade dos municípios que participaram do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) apresentou situação de alerta ou risco para a presença do mosquito. O Ministério da Saúde informou que 49,2% dos 3.732 municípios avaliados estavam nessa condição. A coleta ocorreu entre maio e agosto, e os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (7).

Apesar do nível de infestação, houve redução nas infecções em relação ao mesmo período de 2025. Até 26 de setembro, o Brasil contabilizou 470,5 mil casos prováveis de dengue em 2026, contra 1,5 milhão no ano anterior — uma queda de aproximadamente 70%.

Os registros de chikungunya diminuíram 43%, passando de 118.885 casos em 2025 para 67,9 mil entre janeiro e setembro deste ano. Na zika, foram 2.141 ocorrências, ante 3.724, recuo de 35%.

Onde estão os criadouros

Os focos encontrados estavam principalmente em vasos e pratos de plantas, garrafas e recipientes pequenos, que concentraram 42,3% das ocorrências. Reservatórios como caixas d’água, tonéis e cisternas responderam por 26,1%. Pneus, lixo e outros resíduos sólidos, incluindo latas, garrafas PET e entulho, representaram 23%.

A distribuição variou conforme a região. Pneus e lixo predominaram no Norte; caixas d’água e estruturas para armazenar água, no Nordeste; e recipientes domésticos, vasos, pratos de plantas e garrafas, no Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

Os dados podem orientar o trabalho das equipes de vigilância epidemiológica das prefeituras. O Ministério da Saúde também informou que estados, municípios e população adotaram medidas antecipadas para reduzir o risco de transmissão no próximo verão.

Entre as iniciativas estão a capacitação de mais de 300 mil Agentes Comunitários de Saúde até o fim do ano, além do emprego de ovitrampas em cerca de 2 mil municípios. Também foram citadas ações com agentes de combate às endemias, aplicação de inseticida dentro das residências, estações que disseminam larvicida e o método Wolbachia.

A população deve vistoriar imóveis e áreas próximas, manter reservatórios fechados, limpar calhas e ralos, virar garrafas e baldes para baixo e eliminar água parada em vasos e pratos de plantas. Pneus, latas, plásticos e entulhos precisam receber destinação adequada.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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