Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

Joana Jeker transforma experiência com câncer em defesa de políticas públicas

Após tratar um câncer de mama pelo SUS, Joana passou a atuar pelos direitos de pessoas com a doença e pelo acesso ao cuidado.

Joana Jeker transforma experiência com câncer em defesa de políticas públicas

A experiência de Joana Jeker com o câncer de mama deixou de ser apenas uma lembrança do tratamento e passou a orientar sua atuação na defesa de políticas públicas. Em 2011, ela fundou a Recomeçar e começou a trabalhar pelos direitos das pessoas com câncer.

Aos 30 anos, em 2007, Joana vivia na Austrália quando identificou um nódulo na mama. A mãe e uma tia já haviam enfrentado a doença. Depois de procurar atendimento, ela foi encaminhada para uma clínica especializada e recebeu o diagnóstico no mesmo dia.

Joana decidiu retornar ao Brasil para tratar o câncer. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), fez uma cirurgia para retirar a mama direita, quatro sessões de quimioterapia e, depois, três cirurgias de reconstrução mamária. “O SUS salvou a minha vida”, afirma.

Da cicatriz à militância

A reconstrução marcou uma nova etapa. Uma cicatriz de aproximadamente 70 centímetros percorre as costas e chega à região da mama direita. No começo, a marca causava incômodo e mantinha presente a lembrança do período da doença.

Joana decidiu cobrir parte da cicatriz com uma tatuagem de flor de cerejeira. Com o tempo, passou a atribuir outro significado à marca. “Os meus 70 cm de cicatriz não doem mais, foram ressignificados”, diz.

Ela também relata efeitos que não podem ser vistos, como o medo permanente de que o câncer volte. A vivência do tratamento, porém, tornou-se uma motivação para a militância em favor de outras pessoas.

Defesa do atendimento público

A atuação de Joana inclui campanhas de conscientização e participação na construção e aprovação de políticas relacionadas ao câncer. Entre as iniciativas citadas por ela estão medidas sobre testes genéticos no Distrito Federal e a chamada Lei dos 30 Dias, que estabelece prazo para a realização dos exames necessários à confirmação do diagnóstico.

Em 2012, Joana passou a atuar na construção, no fomento e na aprovação de políticas públicas de combate ao câncer executadas pelo SUS. Ela defende o fortalecimento do sistema para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, ao tratamento oportuno, à reabilitação e à reconstrução mamária.

A ativista também destaca a importância das farmácias de alto custo para pacientes que precisam de tratamento contínuo ou têm outras condições de saúde associadas ao câncer. Para Joana, garantir esse atendimento é parte da ampliação do cuidado oferecido pelo sistema público.

A trajetória começou com a identificação de um nódulo durante o autoexame e passou pelo tratamento, pela reconstrução e pela ressignificação das marcas da doença. Hoje, Joana associa a própria experiência à defesa de que outras mulheres tenham acesso ao cuidado necessário.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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