Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

Enfisema pulmonar: entenda a doença revelada por Pedro Bial

Apresentador disse que foi diagnosticado com um pequeno enfisema e está em tratamento após histórico de tabagismo.

Enfisema pulmonar: entenda a doença revelada por Pedro Bial

O jornalista e apresentador Pedro Bial, 68, revelou ter sido diagnosticado com um pequeno enfisema pulmonar. Ele afirmou que deixou de fumar há 18 anos e atribuiu o problema ao período em que mantinha o hábito. Bial também disse que está em tratamento.

Em entrevista à GQ Brasil, o apresentador declarou: “Eu era um fumante bravo. A minha vida é feita de arrependimento. Eu sou um arrependimento ambulante”.

O enfisema é uma forma de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que causa danos permanentes aos pulmões. A condição destrói as paredes dos alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas. Com a perda dessas estruturas, os pulmões ficam menos elásticos e a eliminação do ar se torna mais difícil.

Sintomas e fatores de risco

No começo, a doença pode não apresentar sinais ou causar manifestações discretas. A falta de ar costuma surgir durante atividades que exigem esforço físico. Tosse persistente, catarro, chiado no peito e cansaço também podem ocorrer.

Com a progressão do enfisema, a dificuldade para respirar pode aparecer em tarefas cotidianas, como caminhar ou tomar banho, e, em quadros mais graves, mesmo durante o repouso. Infecções respiratórias, como gripe, resfriado e Covid-19, podem piorar os sintomas.

O tabagismo é o principal fator de risco. A exposição prolongada à fumaça do cigarro pode lesionar os pulmões. Poluição do ar, poeira, gases e outras substâncias irritantes também estão associados à doença.

Diagnóstico e tratamento

A investigação leva em conta os sintomas, o histórico de tabagismo e o contato com substâncias prejudiciais aos pulmões. Radiografia e tomografia computadorizada do tórax podem identificar alterações relacionadas ao enfisema. A espirometria mede o volume de ar inspirado e expirado, além da velocidade de eliminação. Em alguns casos, pode ser necessária a gasometria arterial.

O enfisema não tem cura, porque os danos aos alvéolos são irreversíveis. O tratamento pode controlar os sintomas, melhorar a capacidade respiratória e retardar a evolução da doença. Parar de fumar é a principal medida para reduzir a exposição ao fator causador do dano pulmonar.

Também é recomendado evitar fumaça de outras pessoas, poluição, poeira e produtos químicos irritantes. Conforme a gravidade, podem ser usados medicamentos inalatórios, como broncodilatadores, e, em alguns casos, corticoides. Atividade física orientada e fisioterapia respiratória podem ajudar. Nos quadros avançados, pode haver indicação de oxigênio suplementar. Cirurgia e transplante pulmonar ficam restritos a situações específicas e casos graves selecionados.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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