O jornalista e apresentador Pedro Bial, 68, revelou ter sido diagnosticado com um pequeno enfisema pulmonar. Ele afirmou que deixou de fumar há 18 anos e atribuiu o problema ao período em que mantinha o hábito. Bial também disse que está em tratamento.
Em entrevista à GQ Brasil, o apresentador declarou: “Eu era um fumante bravo. A minha vida é feita de arrependimento. Eu sou um arrependimento ambulante”.
O enfisema é uma forma de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que causa danos permanentes aos pulmões. A condição destrói as paredes dos alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas. Com a perda dessas estruturas, os pulmões ficam menos elásticos e a eliminação do ar se torna mais difícil.
Sintomas e fatores de risco
No começo, a doença pode não apresentar sinais ou causar manifestações discretas. A falta de ar costuma surgir durante atividades que exigem esforço físico. Tosse persistente, catarro, chiado no peito e cansaço também podem ocorrer.
Com a progressão do enfisema, a dificuldade para respirar pode aparecer em tarefas cotidianas, como caminhar ou tomar banho, e, em quadros mais graves, mesmo durante o repouso. Infecções respiratórias, como gripe, resfriado e Covid-19, podem piorar os sintomas.
O tabagismo é o principal fator de risco. A exposição prolongada à fumaça do cigarro pode lesionar os pulmões. Poluição do ar, poeira, gases e outras substâncias irritantes também estão associados à doença.
Diagnóstico e tratamento
A investigação leva em conta os sintomas, o histórico de tabagismo e o contato com substâncias prejudiciais aos pulmões. Radiografia e tomografia computadorizada do tórax podem identificar alterações relacionadas ao enfisema. A espirometria mede o volume de ar inspirado e expirado, além da velocidade de eliminação. Em alguns casos, pode ser necessária a gasometria arterial.
O enfisema não tem cura, porque os danos aos alvéolos são irreversíveis. O tratamento pode controlar os sintomas, melhorar a capacidade respiratória e retardar a evolução da doença. Parar de fumar é a principal medida para reduzir a exposição ao fator causador do dano pulmonar.
Também é recomendado evitar fumaça de outras pessoas, poluição, poeira e produtos químicos irritantes. Conforme a gravidade, podem ser usados medicamentos inalatórios, como broncodilatadores, e, em alguns casos, corticoides. Atividade física orientada e fisioterapia respiratória podem ajudar. Nos quadros avançados, pode haver indicação de oxigênio suplementar. Cirurgia e transplante pulmonar ficam restritos a situações específicas e casos graves selecionados.



