Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

Lottenberg defende atenção básica e uso de dados em eventual gestão da Saúde

Médico cotado para o ministério diz que manterá decisões baseadas na ciência e priorizará a organização do SUS.

Lottenberg defende atenção básica e uso de dados em eventual gestão da Saúde

Claudio Lottenberg, cotado para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), defende fortalecer a atenção básica, integrar dados clínicos e organizar a assistência especializada por regiões. O médico afirma que uma eventual gestão seguiria critérios técnicos e evidências científicas.

Entre as prioridades citadas por Lottenberg está fazer o SUS chegar ao paciente por meio de modelos digitais e de mecanismos capazes de antecipar problemas. Ele também propõe aprimorar o prontuário único e ampliar o uso das informações clínicas para melhorar a assistência e a aplicação dos recursos.

Sobre o orçamento, o médico disse que Flávio Bolsonaro não falou em reduzir verbas da Saúde. A orientação seria eleger prioridades e usar adequadamente o dinheiro disponível. Para Lottenberg, a atenção básica precisa ser mais resolutiva, enquanto a atenção especializada deve ser estruturada dentro das regiões.

Ciência e vacinação

Lottenberg afirmou que não deixaria de seguir seus princípios profissionais caso suas decisões contrariassem parte da base aliada de Flávio, que mantém discurso antivacina. “Fui criado na evidência, sou médico. Essa é a minha vida”, disse.

Ao comentar a condução da pandemia de Covid durante a gestão de Jair Bolsonaro, o médico preferiu considerar o período encerrado e voltar a atenção para as medidas futuras. Questionado sobre os baixos índices de vacinação contra a Covid, especialmente entre crianças, afirmou que o tema ainda precisará ser enfrentado no momento adequado.

Sobre pautas como direitos sexuais, reprodutivos e aborto legal, Lottenberg defendeu diálogo e convencimento com base no conhecimento científico. Ele também afirmou que a saúde é um direito social e que não pretende retirar direitos ou os mínimos sociais.

Estrutura e desafios do SUS

O médico avaliou que a Secretaria de Informação e Saúde Digital, criada há quase quatro anos, ainda aparece pouco no cotidiano. Para ele, isso não invalida a proposta, mas pode indicar problemas na forma de execução.

Lottenberg relacionou as filas do sistema a uma infraestrutura que funciona mal e citou mutirões como medida compensatória. Também defendeu a regionalização da Saúde por meio de um acordo entre ministério, estados e municípios, com diálogo com o Conass e o Conasems.

Na avaliação dele, o envelhecimento populacional exige debate entre diferentes áreas do governo e envolve a seguridade social. Sobre saúde mental, afirmou que a pandemia ajudou a reduzir o tabu em torno de depressão e ansiedade e defendeu que os clínicos tenham mais conhecimento sobre esses problemas.

Lottenberg tem 66 anos. Foi secretário municipal da Saúde de São Paulo em 2005, durante a gestão do então prefeito José Serra (PSDB). Também presidiu o Einstein Hospital Israelita e dirigiu a UnitedHealth Group no Brasil. Desde 1º de setembro, está licenciado da presidência do Conselho Deliberativo do Einstein, decisão tomada para preservar a neutralidade política da instituição diante de uma eventual indicação.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.