PACARAIMA (RR) — A pesquisadora Dayanne de Mendonça, do Ministério da Saúde, defendeu a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento a refugiados venezuelanos, especialmente na vacinação. Segundo ela, em torno de dois mil imigrantes foram recebidos pela Operação Acolhida em Pacaraima.
Na chegada ao programa, quem não tem cartão de vacinação é encaminhado para a casa de vacina e recebe as doses disponíveis no território nacional. “Quando o venezuelano adentra a Operação Acolhida e não tem cartão de vacinação, ele passa pela casa de vacina e toma todas as vacinas disponíveis no território nacional”, afirmou Dayanne.
Atendimento no SUS
A pesquisadora também disse que não há barreiras para o acesso dos venezuelanos aos serviços de saúde. O atendimento inclui medidas para reduzir obstáculos linguísticos e considera as particularidades da comunidade indígena, com tratamento individualizado no projeto e na rede local.
O acompanhamento de pré-natal está entre os atendimentos prioritários. A Operação Acolhida é um projeto do governo federal voltado ao estado de Roraima para auxiliar a imigração venezuelana.
Dayanne atua no departamento de atenção hospitalar, domiciliar e de urgência da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Ela afirmou que o Ministério da Saúde adota políticas para imigrantes com o objetivo de apoiar estados e municípios diante do aumento do fluxo imigratório, atendendo tanto os migrantes quanto a população local.
