Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

Nobel de Medicina reconhece avanços de três cientistas na optogenética

Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel foram premiados por descobertas sobre canais iônicos ativados pela luz e técnicas para estudar o cérebro.

Nobel de Medicina reconhece avanços de três cientistas na optogenética

Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel receberam nesta segunda-feira (5) o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026 por descobertas relacionadas à luz e à optogenética. O trabalho ajudou a ampliar a compreensão sobre o funcionamento do cérebro humano.

A Assembleia Nobel do Instituto Karolinska, na Suécia, informou que os três foram reconhecidos por suas pesquisas sobre canais iônicos ativados pela luz e optogenética. Deisseroth é norte-americano e tem 54 anos. Hegemann, de 71, e Nagel, de 73, são alemães.

A optogenética permite controlar a atividade de células nervosas individuais em um cérebro vivo. Thomas Perlmann, secretário-geral da Assembleia Nobel, afirmou que a técnica é usada em laboratórios de todo o mundo para investigar o cérebro.

Aplicações em estudo

Ensaios clínicos em andamento utilizam a técnica para tentar restaurar a visão de pessoas com cegueira causada por retinite pigmentosa. O procedimento envolve a inserção de uma proteína sensível à luz na retina dos pacientes.

As pesquisas também podem contribuir para o aprimoramento de implantes cocleares. A expectativa é que a optogenética permita estimular o nervo auditivo com mais precisão do que os dispositivos elétricos tradicionais.

Os estudos começaram no início da década de 1990, quando Hegemann investigou a reação da alga Chlamydomonas à luz em um intervalo de meio milissegundo. Ele levantou a hipótese de que uma única proteína capturava a luz e funcionava como canal iônico.

Nagel testou a hipótese ao injetar genes da alga em óvulos de rã e identificou a canalrodopsina-2, um canal iônico que se abre quando exposto à luz. Em 2003, os dois pesquisadores publicaram que a proteína poderia ser introduzida em células humanas e de hamsters para produzir impulsos elétricos a partir da luz.

Em 2005, Deisseroth, pesquisador da Universidade de Stanford, demonstrou a aplicação da técnica em células nervosas de ratos. O método recebeu formalmente o nome de optogenética no ano seguinte.

Os três cientistas dividirão um prêmio de 12 milhões de coroas suecas, valor equivalente a aproximadamente US$ 1,2 milhão. Perlmann disse que conversou com os laureados na manhã desta segunda-feira e que eles ficaram surpresos e encantados com o reconhecimento conjunto.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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