Deixar a ração disponível durante todo o dia pode aumentar o risco de consumo excessivo, ganho de peso e problemas que afetam a saúde dos cães. Estudos também encontraram relação entre a quantidade de alimento ingerida e a longevidade dos animais.
A alimentação à vontade, conhecida como free feeding, pode levar alguns cães a comer mesmo sem fome. O risco tende a ser maior entre animais sedentários, ansiosos ou que comem por tédio. A veterinária Jennifer Coates, formada pelo Virginia-Maryland College of Veterinary Medicine, afirma que “cães alimentados à vontade têm alto risco de ficar acima do peso”.
Uma pesquisa que acompanhou mais de 50 mil cães de 12 raças identificou vida mediana mais curta entre os animais acima do peso, em comparação com aqueles mantidos em condição corporal normal.
O que mostram os estudos
Outro acompanhamento observou 48 labradores ao longo da vida. Um dos grupos recebeu 25% menos alimento do que os cães alimentados à vontade. Nesse grupo, os animais viveram, em mediana, 1,8 ano a mais e apresentaram doenças crônicas mais tarde.
Os resultados não significam que seja seguro reduzir a comida de qualquer cachorro na mesma proporção. A quantidade adequada varia conforme peso, idade, nível de atividade, condição corporal, castração e possíveis doenças. Uma redução sem orientação também pode provocar deficiência nutricional.
Como controlar a alimentação
Oferecer porções medidas em horários definidos ajuda a acompanhar quanto o cão come e a observar mudanças no peso. A quantidade diária pode ser ajustada com orientação veterinária.
O pote cheio também dificulta notar alterações no apetite, que podem acompanhar diferentes problemas de saúde. Além disso, a ração fica exposta por mais tempo ao ar, à umidade e ao calor, condições que podem acelerar sua deterioração.
Dividir a porção diária em refeições medidas permite monitorar o consumo e contribui para manter a condição corporal adequada.



