Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

SUS envia sangue raro em voo comercial para paciente grave em Minas Gerais

Bolsa coletada no Ceará chegou a Juiz de Fora (MG) nesta sexta-feira (9), após transporte gratuito na cabine de uma aeronave.

SUS envia sangue raro em voo comercial para paciente grave em Minas Gerais

O SUS transportou, em um voo comercial, uma bolsa de sangue raro coletada no Ceará para atender um paciente em estado grave em Juiz de Fora (MG). O material foi enviado na quinta-feira (8) e chegou ao destino nesta sexta-feira (9), em uma operação feita por meio da parceria do Ministério da Saúde com companhias aéreas.

Esta foi a segunda vez que o sistema realizou o transporte de sangue raro na cabine de uma aeronave comercial. A modalidade reduz o tempo de deslocamento e amplia a rapidez no atendimento de pessoas que precisam de transfusões com tipos sanguíneos pouco frequentes. Antes da atualização do acordo, essas bolsas eram transportadas como carga, sujeitas a prazos mais longos e restrições.

O paciente está internado em Minas Gerais e havia passado por um transplante renal. A equipe identificou, nos exames para a transfusão, o anticorpo anti-Jsb, o que tornou mais difícil encontrar uma bolsa compatível. A rede de hemoterapia acionou o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), que localizou um doador no Ceará.

A coleta foi feita e liberada no mesmo dia em que o doador compareceu ao hemocentro. Por causa da condição clínica do paciente, a bolsa foi acondicionada em embalagem apropriada, com controle rigoroso de temperatura, e levada gratuitamente na cabine da aeronave. Outros doadores também foram convocados para atender às necessidades de transfusão.

“O transporte de sangue raro envolve situações clínicas que exigem articulação e colaboração entre diferentes instituições”, afirma Luciana Maria de Barros Carlos, coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde. Segundo ela, a inclusão do serviço na parceria com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as companhias aéreas permitirá acelerar o atendimento em qualquer estado do país.

Como funciona o transporte

A atualização do acordo permite que o sangue raro seja levado com mais agilidade, inclusive à noite, nos fins de semana e feriados. A operação reúne o Ministério da Saúde, por meio do SNT e da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, a Anac e as companhias aéreas brasileiras.

O primeiro transporte gratuito de uma bolsa de sangue raro na cabine de um avião comercial ocorreu em 12 de setembro, de São Paulo para o Piauí. O material foi destinado a um paciente com doença renal crônica, em estado grave. A bolsa foi localizada por meio do CNSR após a identificação de uma combinação sanguínea extremamente rara, e a transfusão foi realizada com sucesso.

Um perfil sanguíneo é considerado raro quando aparece em menos de uma a cada mil pessoas testadas. Exames de fenotipagem e genotipagem ajudam a identificar características específicas do sangue e a encontrar unidades compatíveis.

Criado pelo Ministério da Saúde em 2013, o CNSR reúne atualmente 2.032 doadores e já contribuiu para o atendimento de mais de 300 pacientes. O cadastro é acionado quando um hemocentro não encontra sangue compatível no próprio estado.

Entre as medidas previstas estão a ampliação da identificação de pessoas com perfis raros, a estruturação de laboratórios de referência e o congelamento das bolsas, que poderá permitir o armazenamento por até dez anos. A adesão do Brasil à rede mundial de sangue raro está prevista para este mês.

Em 2025, a Central Nacional de Transplantes intermediou 2.016 transportes de órgãos: 1.716 em voos comerciais e 300 em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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